Face ao cenário de inúmeros desafios, que caracterizam, nos dois últimos anos, os mercados financeiros, os operadores bancários em Angola buscam ajustar-se à realidade internacional e dar resposta à procura por serviços e produtos atractivos por parte dos clientes, que cada vez mais se identificam com a cultura de organização deste ou daquele “player”.
Em entrevista recente à Televisão Pública de Angola (TPA) e à Revista de estudos “Banca em análise” da Delloite, o presidente da Comissão Executiva do Banco Angolano de Investimentos (BAI), José de Lima Massano, disse que uma das apostas da sua administração foi a de melhorar a eficiência e a eficácia dos serviços, um modelo cujo sucesso, em 2016, deveu-se também à inauguração, em Março, da sua sede, local em que passaram a estar concentrados vários serviços, anteriormente dispersos.
O BAI, conclui ainda, a implementação das alterações ao modelo de governação corporativa e o reforço do sistema de controlo interno, em particular no que diz respeito às funções de auditoria interna, gestão integrada do risco e compliance, tendo em vista não somente o cumprimento das exigências do BNA sobre estas matérias, como também, no caso do compliance, procurar dar resposta, cada vez mais, às exigências dos bancos correspondentes em matéria de prevenção do branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo.
“O contexto actual exige que o banco aumente a sua capacidade de apoio financeiro à iniciativas empresariais que reconhecidamente possam contribuir para a protecção de empregos e conferir maior autonomia produtiva a sectores críticos da economia”, disse.
Deste modo, o banco diz querer manter-se entre os principais operadores do sector financeiro, consolidar a liderança no segmento de empresas, mantendo o percurso de proximidade ao segmento de particulares.
Já o Banco Internacional de Crédito (BIC), na visão do seu presidente do Conselho de Administração, Fernando Teles, em entrevista à “Banca em análise”, disse que ao longo dos 11 anos de mercado, a estratégia de internacionalização tem sido crucial para a dinamização e crescimento do banco.
Realçou a abertura, em Junho, do Bank BIC Namíbia, que significou um passo à frente na integração e no estreitamento das relações da economia dos dois Estados da Sadc, bem como o compromisso com os diferentes agentes económicos.

30
BANCOS
Representa o número de operadores licenciados na banca, de acordo com a mais recente lista publicada pelo BNA, o que supera os 23
controlados em 2014.

421
MILHÕES DE KWANZAS
É o saldo da carteira de crédito do BIC, segundo dados avançados pelo seu presidente do Conselho de Administração ao estudo "Banca em análise".

35
POR CENTO
Foi quanto registou de aumento, em 2015, o lucro do Banco Internacional de Crédito (BIC), comparativamente aos resultados operacionais
registados no ano de 2014.

BANCO DE POUPANÇA E CRÉDITO
DÁ MAIS CRÉDITOS À ECONOMIA

O Banco de Poupança e Crédito (BPC) apostou na reorientação da cultura do banco, valorizando o sentido do rigor, da qualidade, da transparência e do compromisso, segundo fez saber ao “Banca em análise” a sua presidente do Conselho de Administração, Cristina Florência Dias Van-Dúnem.
Sobre as estratégias de actuação em épocas de crise, a gestora esclareceu que nestas ocasiões (tempos de crise), as empresas, mais ou menos, tentam posicionar-se de forma a tirar proveito das oportunidades que podem surgir e que lhes permitam sair da crise mais fortes do que quando entraram.
No caso do BPC, na sua função de executor do serviço de caixa do Tesouro Nacional, tem este a possibilidade de capitalizar no apoio social a população angolana e, por via da melhoria da qualidade dos serviços, posicionar-se num patamar elevado no segmento das pequenas e médias empresas.
Neste sentido, Cristina Van-Dúnem disse que a estratégia no actual contexto económico e cambial deve centrar-se em iniciativas ajustadas ao potencial que o banco possui, em melhorar e ampliar os serviços ao seu público-alvo.
A bancária, há mês e meio na função, mas com uma carreira na banca que lhe permite falar de tudo e todos, diz que um factor importante a considerar é que o BPC é a entidade bancária que conta com a maior rede de balcões a nível nacional.
“Os balcões do BPC são os que operam nas zonas de mais difícil acesso, onde a banca privada nem sempre está disponível, e realizando fundamentalmente o serviço de caixa do tesouro nacional”, disse.
Assim, reitera, os produtos e serviços do banco estão preparados para atender a tipologia dos seus clientes.
Lembrou também que se encontram no banco produtos e serviços dirigidos a particulares