As administrações dos respectivos bancos fizeram saber através de carta-resposta públicada pelo Jornal de Angola que estão cientes dos desafios e que até final do I semestre terão condições para operacionalizarem as recomendações do banco central.
Alguns analistas ouvidos disseram que os bancos, conscientes do rumo dado aos extintos Banc, Postal e Mais, por falta de observação aos regulamentos, não quererão, de certeza, arriscar, daí o comprometimento público com a justeza aos normativos.
Os resultados da Avaliaçãop da Qualidade dos Activos (AQA) revelaram que o sistema bancário é globalmente robusto.
Os impactos do Exercício originavam uma necessidade de recapitalização para um número reduzido de Bancos que fizeram parte do AQA e estão concentradas no BPC e BE, que representavam cerca de 96% do total das necessidades de recapitalização face aos requisitos mínimos regulamentares em vigor, com referência a 31 de Dezembro de 2018.
Neste contexto e considerando que o Exercício foi feito com referência a 31 de Dezembro de 2018, o Banco Nacional de Angola instruiu os Bancos a registar os ajustamentos identificados no AQA nas demonstrações financeiras do exercício financeiro findo a 31 de Dezembro de 2019, tendo em conta a evolução dos seus activos durante o ano em curso. Após o encerramento das contas do referido exercício financeiro, os Bancos devem avaliar as necessidades de capital adicional e assegurar o cumprimento dos limites prudenciais estabelecidos na regulamentação em vigor até 30 de Junho de 2020.
Os impactos que os Bancos estimaram para cada risco, foram alvo de avaliação qualitativa dos auditores, de forma a que os mesmos se pronunciassem criticamente sobre a solidez da Solvabilidade e Liquidez do Banco. Esta análise qualitativa foi efectuada tanto para as condições reportadas pelo Banco a 31 de Dezembro de 2018, como nas condições revistas após a inclusão dos impactos decorrentes do exercício.