O crédito malparado está calculado em 26 por cento e representa Kz 13 mil milhões, situação que preocupa o BCI. A sua solvabilidade foi “minimizada” após realizar-se um movimento contabilístico que consistiu na utilização de reservas do banco autorizada na última Assembleia Geral de accionistas.
Afirmou que a média do crédito malparado, que é uma das razões de riscos elevados existentes no mercado angolano, está avaliado em 30 por cento, o que é anormal, quando nos outros países só cinco por cento já é alarmante.
O Banco de Comércio e Indústria (BCI) está sem disponibilidade para financiar 600 projectos do Projovem, avaliados em 11 mil milhões de kwanzas, anunciou o seu presidente do conselho de administração, Filomeno Ceita.
“Temos 600 processos do Projovem que deram entrada e foram aprovados, mas não podem sair porque não temos dinheiro, cerca de AKZ 11 mil milhões”, disse, em conferência de imprensa de balanço dos últimos três anos de actividades, promovida por ocasião do 27º aniversário que se assinalou na quarta-feira.
Além dos processos acima referidos, que entraram recentemente, outros 276 tinham sido aprovados dos quais 230 foram financiados com 4 mil milhões e 370 milhões de kwanzas.
Afirmou que os demais projectos estão sem aprovação porque Ministério das Finanças (MINFIN) “nunca disse que havia hipótese de não haver dinheiro para continuidade do programa”.
Referiu que dos 230 financiados, Luanda ficou com 122 projectos e a zona leste do país (Moxico, Lunda Sul e Lunda Norte) teve poucos projectos aprovados.