Uma carteira de projectos de investimento avaliada em cerca de 1,7 mil milhões de kwanzas, já tem o aval positivo da área de análise de Crédito do Banco de Comércio e Indústria (BCI), revelou, no Lubango, na Expo-Huíla, o director de Marketing e comunicação da instituição bancária. Walsheider Fernandes disse que os projectos que receberam o aval favorável após a análise da viabilidade económica e financeira, à luz do programa de apoio à produção, diversificação das exportações e substituição das importações (PRODESI). O director de Marketing e comunicação disse que, o BCI como parceiro do Governo está dentro do Prodesi com um montante disponível de quatro mil milhões de kwanzas, conforme acordado com o Executivo, para apoiar as empresas do sector produtivo. Walsheider Fernandes disse que o valor vai ser concedido aos empresários dos sectores elegíveis, em que concorram os alinhamentos dos negócios com os objectivos de incentivo à produção nacional, diversificação das exportação e redução substancial dos produtos importados. A prioridade é para projectos de investimento com garantia confirmada, dentro das condições de reembolso definidas e taxas afixadas pelos órgãos do Estado, e estudos de viabilidade capazes de assegurar o retorno de investimento dentro dos prazos definidos. “O Prodesi tem as suas características e isto tudo, definido com o Governo e com os bancos participantes. Estamos a priorizar estes produtos com o Governo, porque parte das garantias são assumidas pelo Estado”, argumentou. Disse que o Banco de Comércio e Indústria não parou de conceder empréstimos bancários, porque continua a conceder outros tipos de créditos de investimento, bastando para o efeito que sejam bons projectos com garantias para uma análise que é feita caso a caso. Para ele, “depende de bons projectos, o que dificilmente acontece. E quando os temos, dificilmente apresentam garantias. E, enquanto banco, devemos velar pelos depósitos dos clientes”. O banco apresentou dois produtos na Expo-Huíla, casos do “Adiantamento de salário”, aprovado em cada balcão, e que se destinam a funcionários, e o “Poupança Monami”, criado para incentivar os pais a estimular o espírito de poupança dos filhos. “Incentivar os pais a fazer poupança para os seus filhos, porque acreditamos que os interessados a investir no futuro podem fazer esta poupança de kz 25 mil como valor inicial”, informou. O banco de Comércio e Indústria, com 92 balcões, 60 Postos de atendimento em todo o território nacional e 1.100 funcionários, está focado na melhoria dos serviços e no fortalecimento do mercado onde actualmente actua.

Juros servem de travão

As altas taxas de juro praticadas pelos bancos comerciais para o acesso a financiamentos são factores, que inibem o sector empresarial privado, considerou, quarta-feira, no Lubango, o presidente da associação, agropecuária comercial e
industrial da Huíla (AAPCIL). Paulo Gaspar fez esta consideração na abertura da 27ª Edição da Expo-Huíla, a maior e a mais antiga bolsa de negócios fora de Luanda, que este ano acolheu no recinto Nossa Senhora do Monte,  mais de 280 expositores. O líder empresarial enumerou também a qualidade e quantidade de energia eléctrica e a deficiência no fornecimento de água, a degradação da rede viária e ferroviárias, a ineficiência da cadeia logística e de distribuição e o excesso de burocracia como outros factores que “em nada ajudam o sector empresarial”. Paulo Gaspar reconheceu o empenho do Governo na solução destes problemas, mas afirmou que as soluções tardam a chegar. *DM