O Banco de Desenvolvimento Angolano (BDA) vai financiar diversos projectos no planalto de Camabatela para alavancar a actividade agropecuária e devolver à região para a sua grandeza neste ramo, cujo financiamento pode iniciar em 2014.

Em declarações à imprensa, o director de política e programas de financiamento do BDA disse que o financiamento será feito de forma estruturada e organizada, de uma maneira que seja sustentável e possa produzir os efeitos desejados.

Embora não tenha avançado o montante, garantiu que está em curso um estudo que deverá trazer elementos detalhados sobre o planalto e as actividades passíveis de financiamento, acrescentando que tão logo termine esta avaliação serão eleitas as áreas a financiar.

“Pretendemos que o financiamento seja feito de forma estruturada, de maneira a que seja sustentável e para isso será feito um diagnóstico sobre as áreas do planalto que serão passíveis da acção”, garantiu, acrescentando que tudo está a ser feito para que o estudo termine ainda este ano se dê início ao processo de financiamento.

O bancário falava à margem dos trabalhos da terceira assembleia-geral ordinária da “Cooperativa Pecuária do Planalto de Camabatela” (COOPLACA), realizada há dias em Camabatela (sede municipal de Ambaca), que serviu para avaliar o funcionamento da instituição e promover troca de experiências entre os seus associados.

O planalto de Camabatela é um espaço territorial potencial no domínio da criação de gado e que compreende os municípios de Ambaca e Samba Caju (província do Kwanza-Norte), as regiões de Calandula e Cambo (província de Malanje), assim como as circunscrições de Negage, Uíje, Puri e Alto Cawale (província do Uíje).

Tem uma área estimada em mil 217 hectares de terras para a agropecuária e conta com 15 mil cabeças de gado, distribuídas por 160 fazendas, das quais vinte estão em efectiva actividade. A descapitalização com que se debate a maioria dos agropecuários da região é a grande preocupação das autoridades.

O planalto de Camabatela foi, no passado, responsável pelo abastecimento de 60 por cento de carne bovina no Norte de Angola.

Deste modo, com o processo de diversificação em curso no país, o Executivo angolano, através do Banco de Desenvolvimento de Angola, tem levado a cabo uma série de projectos de financiamento aos potenciais agricultores rurais e criadores  no sentido de estes ajudarem no desenvolvimento do país.