O Banco de Portugal (BdP) não aceitou a garantia de Angola ao Banco Espírito Santo pela falta de informação fundamental para a tornar elegível, segundo a sentença que a Lusa teve acesso, que considerou legal a resolução do BES.
Na sentença do Tribunal Administrativo de Lisboa, de quase 250 páginas e assinada por 20 juízes, é citada a defesa do BdP no processo em causa e é referida também a garantia soberana que Angola deu ao Banco Espírito Santo Angola (BESA) no final de 2013, no valor de 5,7 mil milhões de dólares, e que Ricardo Salgado tem vindo a acusar as autoridades portuguesas de terem deitado fora, penalizando o banco que liderava.