O Banco de Fomento Angola (BFA) vai apoiar com até 20 milhões de kwanzas um total de 12 programas de entidades singulares ou colectivas nacionais que forem remetidos e aprovados em 2019 pelo júri que constitui no quadro da sua actividade de responsabilidade social.

A instituição apresentou esta semana o programa “BFA Solidário”, através do qual se compromete em disponibilizar ao todo 157,5 milhões de kwanzas e atender propostas ligadas ao desenvolvimento de iniciativas nas área de Educação, Saúde e Inclusão Social e Financeira de crianças e jovens.
Para cada categoria, vão ser seleccionadas quatro propostas de projecto.
De acordo com o Presidente da Comissão Executiva do BFA, Jorge Ferreira, as instituições sem fins lucrativos que tiverem os requisitos exigidos pela organização estão convidadas a candidatar-se ao programa. Esta é uma das formas que o banco encontrou para dar visibilidade às instituições de solidariedade que actuam em Angola, ao invés de responder aos inúmeros pedidos individuais que são remetidos ao banco.
Dados do banco dão conta de que, em 2018, investiram-se 187,2 milhões de kwanzas em acções de responsabilidade social, com foco nas áreas de eleição.
“O nosso objectivo é que todas as instituições possam concorrer de forma transversal em todo o território nacional, e isso é mais relevante do que responder aos pedidos pontuais que são vários”, disse.
A directora de Responsabilidade Social do BFA, Mariana Assis, explicou que os candidatos poderão entregar os seus projectos nos balcões do BFA, localizados nas 18 províncias ou enviar para o correio electrónico www.bfa.ao. Os mesmos não precisam de ser necessariamente clientes do BFA.
Mariana Assis lembrou que, além de uma rigorosa fiscalização também não vão ser entregues valores em dinheiro aos promotores dos projectos a eleger, mas sim pagamentos directos às entidades prestadoras de serviço, e isso através de transferência bancária.
Desde já, as entidades a contratar também não estão obrigadas a serem clientes do banco.
Sobre os requisitos alistou entre eles que têm de ser uma organização sem fins lucrativos devidamente formalizada com actividade comprovada por um período de no mínimo três anos até à data da candidatura; que cumpram com uma estrutura organizacional reconhecível, desenvolvimento de actividades regulares e disponham de condições legais para o exercício das suas actividades, além de que devem estar representadas por uma pessoa singular devidamente identificada.
Já as instituições universitárias privadas a operarem há mais de cinco anos não podem candidatar-se ao programa, nem colaboradores do BFA ou empresas e organizações que não tenham sede em Angola. Também estão excluídas das candidaturas as instituições públicas.
O programa BFA solidário é a primeira iniciativa de responsabilidade social do BFA neste formato, até aqui todas as iniciativas têm sido reactivas, ou seja respostas a pedido de apoio que nos chegam.
Fez saber que os contemplados não vão receber o dinheiro em mão, mas o montante será canalizado para a realização das obras de construção de infra-estruturas, compra de equipamentos, capacitação de quadros, entre outros investimentos.
Referiu que o BFA vai criar um corpo de júri, composto por sete membros, pessoas para avaliar as candidaturas e escolher os projectos vencedores.