O Banco Internacional de Crédito (BIC) é em média, de momento, o que paga juros mais altos nos depósitos a prazo de 30, 90 e 360 dias com taxas de 7,75; 8,75 e 11,25 por cento, respectivamente. Ao que apurou o JE junto do sitio de internet do banco, o operador exige um valor mínimo de 50 mil kwanzas na constituição e manutenção, com permissão de reforços nos primeiros sete (7) dias de vigência e em igual período de dias após renovação. A penalização por movimentação antecipada é de perda total ou parcial de juros corridos, mas não pagos. Contas feitas pela redacção fixam em perto de quatro (4) mil kwanzas/mês os juros antes dos impostos que o depositante beneficia na aplicação a prazo de 50 mil kwanzas. De acordo com a tabela publicada pelo Banco Nacional de Angola e que alista 26 bancos, o objectivo é salvaguardar os interesses dos depositantes pela disponibilidade de maiores informações. A publicação mostra o Banco de Investimentos Rural (BIR) com taxas de 7,75 e 12,50 por cento em períodos de 90 e 360 dias (só não é colocado no topo por não apresentar as três variáveis em comparação, pois na de 360 dias paga até a taxa mais alta do mercado). Já o Banco Angolano de Investimentos (BAI) surge com 4,50; 7,00 e 11,00 por centos nos prazos de 30, 90 e 360 dias a seguir. Na última reunião do seu Comité de Política Monetária, o BNA decidira manter a taxa básica de Juro, Taxa BNA, em 15,5%. Naquele encontro, mantiveram-se ainda as taxas de juro das facilidades permanentes de absorção de liquidez, com maturidades “overnight” e sete dias em 0% e 10%, assim como se manteve-se em 22% e 15% os coeficientes de reservas obrigatórias para moeda nacional e estrangeira, respectivamente. Além das medidas acima mencionadas, no âmbito do processo de normalização do mercado cambial que visa a redução da intervenção directa do Banco Nacional de Angola no mercado, o aumento do número de participantes do lado da oferta e a dinamização do mercado cambial interbancário, fora também decidido pelo Comité de Política Monetária a cessação da aquisição, pelo BNA, de moeda estrangeira às companhias petrolíferas, devendo estas passarem a vendê-la directamente aos bancos comerciais, medida com efeito desde ontem, 2 de Janeiro. Os manuais elementares explicam que uma vez não haver dinheiro que se dê de graça (gratuito), ou seja, ao se pedir dinheiro emprestado, quem o empresta irá pedir de volta um pouco mais do que emprestou. logo, o pouco mais é a taxa de juro, calculada como uma percentagem do montante original. Esta mesma realidade ocorre em caso de entregarmos nosso dinheiro a um prestador de serviços de poupança ou investimento, também podemos esperar receber de volta uma taxa de juro.

Taxas de juros
Os aforradores (pessoas com poupanças aplicadas nos bancos) reclamam do facto de, na banca angolana, o juros aplicado às poupanças privadas quando ao cuidado dos bancos mostram-se pouco atractivas, mas o contrário é um óptimo negócio aos bancos, só superado pela compra e venda de títulos públicos. As últimas medidas que o BNA tomou foram de pouco agrado para a banca e de satisfação para os empresários, no que diz respeito ao incentivo à produção nacional. Pela Associação Angolana de Bancos (ABANC), o seu presidente alertara, em meados do segundo trimestre do ano passado, que a taxa de 7,00 por cento  “não é muito boa para nós, mas acreditamos que, agindo estritamente com o acordo que vai sair com o BNA, vamos ter também outras vantagens adicionais”. Para Amilcar Silva, naquela altura, os bancos embora pouco satisfeitos auguravam que fossem ter mais clientes.
“Há pessoas que se vão tornar melhores clientes, vamos ter uma carteira de crédito melhor, um relacionamento melhor com as pessoas. Isso tudo é o que a gente quer buscar, depois virá o resto”, disse. Já o empresário João Macedo considerara a medida importante, tendo em conta que com os juros que estavam a ser aplicados “era impossível as pessoas recorrerem aos créditos”.
O administrador do grupo Agrolíder, com forte aposta no sector da agricultura em Angola desde 2006, considerou excelente a iniciativa, que esperava já há algum tempo.