O representante do Banco Mundial em Angola, Olivier Lambert, considerou nesta quinta-feira, em Luanda, que a melhoria do “Doing Business” precisa de um quadro contabilístico e de auditoria com transparência, devendo articular os números e o relatório financeiro em tempo oportuno.
Ao falar à imprensa, à margem do seminário sobre “Doing Business 2020 e a Melhoria de Negócios, em Angola”, Olivier Lambert, sublinhou que o objectivo de melhorar 15 lugares é ambicioso, porque vai permitir elevar Angola no mapa do mundo e poder atrair interesses dos melhores investidores do mundo.
O representante do BM em Angola disse que melhorar o ambiente de negócio é uma coisa realmente difícil, porque toca em muitas instituições e processos em todas as organizações do Estado.
Referiu que são modificações de macroeconomia que precisam de uma coordenação e liderança muito forte para o processo acontecer.
“Quando a gente quer mudar as coisas é difícil, melhorar o ambiente de negócio é mexer com muitos hábitos de instituições e pessoas”, disse.
Acrescentou ser essencial ter uma liderança forte e coordenação ainda mais forte.
Questionado sobre a queda de quatro lugares, Olivier Lambert considera que essa “pequena” queda não é importante, porque na realidade o nível de Angola era estável.
“A pequena queda é uma ilusão e tem a ver com mudanças de metodologia. O mais importante a destacar é que não havia nenhum melhoramento”, afirmou.
As autoridades angolanas continuam a trabalhar para melhorar a posição do país no ranking do “Doing Business”, que passou de 175.º (2018) para 173º (2019), descendo 4 lugares em 2020.