A África do Sul e a Namíbia são dois tradicionais parceiros da banca angolana e com os quais se mantêm fortes laços de cooperação, apesar de um ligeiro abrandamento verificado nos últimos meses, mais por força das dificuldades finaceiras internacionais do que da vontade dos decisores.
Alías, a África do Sul era, até a data da suspensão, o país através do qual Angola fazia a correspondencia bancária (recepção de cambiais) com a América e a Europa.
Esta semana, à margem do encontro, que iniciou na segunda-feira (12) nas Ilhas Seicheles, o governador Valter Filipe da Silva, a frente de uma delegação do Banco Nacional de Angola (BNA), reúne com homólogos daqueles países para passar em revista o processo de retoma dos correspondentes, uma vez serem estes cruciais para que a normalidade cambial retorne à banca nacional.
E porque Valter Filipe da Silva esteve, ainda este ano, na Namíbia e África do Sul para mostrar o nível de evolução do quadro regulatório bancário, conforme exigência dos parceiros internacionais, o encontro de Seicheles servirá para pôr em linha justa os níveis de intercâmbio das informações sobre as finanças regionais, em particular.
Conforme uma nota de imprensa a que o JE teve acesso, esta semana, nas Ilhas Seicheles, o BNA vai também abordar os homólogos da Zâmbia e Tanzânia, com os quais vai passar em revista a cooperação.
Na 45.ª reunião ordinária do Comité dos Governadores dos Bancos Centrais (CCBG) da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), que decorre de 12 a 16, participam os 15 países membros da organização.
Esta reunião tem como objectivo debater a questão da transformação económica dos países da Região da SADC, análise das políticas macroeconómicas, desenvolvimento do comércio e investimento na região, sistema de pagamentos, questões ligadas aos mercados financeiros, supervisão bancária e tecnologias de informação e comunicação.
Este encontro visa também fortalecer os laços de cooperação, a obtenção de conhecimento e reforçar o intercâmbio entre o BNA e os seus congéneres.
O CCBG foi instituído em 1995 para suprir a necessidade de uma estrutura especializada para a promoção e estreitamento da cooperação entre os bancos centrais da SADC. São membros a África do Sul, Angola, Botswana, República Democrática do Congo, Ilhas Maurícias, Lesotho, Madagáscar, Malawi, Moçambique, Namíbia, Suazilândia, Seicheles, Tanzânia, Zâmbia e Zimbabwe.