O Programa de Educação Financeira do banco Nacional de Angola (BNA) e parceiros alcançou, até aqui, 311.228 alunos e envolveu ao todo cerca de 3.500 professores formados.O “Plano de Acção Conjunta com o Ministério da Educação” , celebrado em 2015, visou a inclusão de conteúdos de Educação Financeira no programa escolar.

A fraca educação financeira da população está a retardar o alcance da estabilidade económica no país, uma situação que precisa ser invertida urgentemente, com acções concretas, conforme constatação recente da directora do departamento de educação financeira do BNA.
Teresa Pascoal, durante a aberturada 8ª edição da semana global do dinheiro (Global Money Week), na cidade do Huambo, citada pela Angop, admitiu que a educação financeira deve ser encarada como prioridade indiscutível.
Esta opção visa alcançar a estabilidade financeira, através do crescimento económico, pois proporciona aos cidadãos a oportunidade de poderem elevar o seu conhecimento e habilidades essenciais para a gestão das suas finanças.

BNA reforça campanha
Esta semana, o governador José de Lima Massano proferiu, no Reino Unido, uma dissertação sobre “O papel da regulamentação bancária na promoção das instituições financeiras – o caso angolano”, respondendo ao convite do Cambridge Centre for Alternative Finance (CCAF), instituto de investigação, criado em 2015 como parte da Cambridge Judge Business School, University of Cambridge, no Reino Unido. A investigação do Centro focaliza-se em canais e instrumentos financeiros que emergem fora dos ecossistemas financeiros tradicionais.
À semelhança de outras entidades ligadas à inclusão financeira, no âmbito da referida conferência, o Governador falou para uma audiência diversificada, na qual se destacaram altos dignitários do Banco Mundial, Indian School of Business, Inter-American Development Bank, Financial Conduct Authority, Princeton University, Banco do Brasil, entre outras instituições voltadas para a inclusão financeira, fazendo uma caracterização do país, mais especificamente, sobre os desafios e as iniciativas encetadas pelo Banco Nacional de Angola, em parceria com o Ministério das Finanças, ARSEG e CMC, no âmbito do Plano Nacional para a Inclusão Financeira aprovado em 2018.
O governador salientou que o Banco Nacional de Angola tem trabalhado a fim de aumentar a compreensão dos conceitos básicos de serviços bancários e produtos financeiros, salvaguardar os direitos dos consumidores, promover a utilização dos meios de pagamento electrónico, tendo apontado como desafios a redução da dimensão do sector informal na economia, a necessidade de desenvolver sistemas analíticos para a gestão de risco e o incentivo à inovação preservando a estabilidade financeira.
A Conferência Anual de Cambridge, que ocorre desde 2016, teve como tema central este ano “Transformando as Finanças Alternativas: Inovação, Confiança e Impacto” (Transforming Alternative Finances: Inovation, Trust and Impact). O evento foi palco de reflexão sobre as actividades e recursos mundiais alternativos de finanças – finTechs e a necessidade de se analisarem os pontos críticos e acompanhar ao mesmo ritmo a célere evolução tecnológica na indústria financeira, reunindo reguladores, líderes mundiais, agentes
económicos e académicos.