O caso do Banco de Negócios Internacional (BNI) é apontado como o mais recente e mediático de como a acção do “compliance” pode prevenir males e dar às instituições critérios de transparência na sua gestão.
A linha de financiamento de 50 mil milhões de dólares com participação de capitais tailandeses era vendida em nome do banco BNI e não passava de um “calote”, naquilo que commumente se designa de “crime do colarinho branco”.
A operação fraudulenta, que ainda assim conseguiu reunir processos de 53 empresas angolanas e envolveu figuras de proa da política nacional, visava conseguir um financiamento internacional, tendo sido utilizado cheque falso para convencer os potenciais participantes.
O Serviço de Investigação Criminal (SIC) apreendeu um cheque supostamente pertencente ao “Bank of China Limited” com uma soma de 99 mil milhões de dólares do Banco da China (Hong Kong) a favor da Centennial Energy Company, Limited, que serviria de base para operações de burla à pala de promessas de financiamentos a empresas angolanas.