As contas de 2018 aprovadas pelos accionistas do Banco de Negócios Internacional (BNI), na assembleia de sócios de 26 de Março último, demonstram um lucro de 6,77 mil milhões de kwanzas (26 milhões de dólares), 238 por cento acima dos 2.00 mil milhões de kwanzas calculados (12 milhões de dólares) de 2017.
Face a estes indicadores, os sócios do BNI aprovaram, de igual modo, um aumento de capital, no valor de 30 por cento, com vista ao reforço da robustez do balanço e da sustentabilidade futura do banco.
Na perspectiva dos gestores do banco, estes resultados contribuíram para aumentar quer a rendibilidade dos capitais próprios (ROE), quer a rendibilidade dos activos (ROA), tendo sido suportados por uma melhoria expressiva da eficiência das operações, evidenciada pela evolução favorável do rácio cost-to-income.
Os cálculos efectuados pelo JE, com base na nota a que teve acesso, dão ainda realce a uma descida de 3,05 mil milhões de kwanzas (3 por cento) no crédito concedido a clientes. Em 2017, os clientes beneficiaram de 89.90 mil milhões de kwanzas. O activo líquido do banco também cresceu 34,36 mil milhões (13 por cento), somando-se aos 266, 79 mil milhões de kwanzas de 2017. O rácio de transformação manteve-se praticamente inalterado e verificou-se um reforço dos fundos próprios regulamentares.
Durante o exercício financeiro de 2018, os sócios e accionistas do Banco de Negócios Internacional (BNI) dizem ter registado com agrado uma trajectória de acentuado equilíbrio, dando seguimento à estratégia de contenção dos custos de estrutura por via da redução de balcões e colaboradores excedentários, iniciada em 2017.
“O exercício de 2018 foi positivo para o BNI, como demonstram os principais indicadores de gestão. Esta performance resulta da permanente optimização das diversas áreas de actividade, associada a uma atitude prudencial, orientada para a segurança das operações e para o reforço da robustez do banco”, sublinharam os presidentes do Conselho de Administração e da Comissão Executiva, designadamente Mário A. Palhares e Sandro Africano.
Os responsáveis sublinham que “o bom desempenho permitiu, designadamente, o crescimento do banco, com expressiva melhoria da rendibilidade, fortalecimento do balanço, melhoria da qualidade da carteira de crédito e manutenção em bom nível dos indicadores prudenciais, designadamente do rácio de solvabilidade.”
Quanto a cobertura do banco, foi alargada, como se comprova pelo aumento do número de estabelecimentos próprios (agências, dependências e centros de negócio), objectivo implementado sempre com o foco em critérios de racionalização económica. Por este motivo, o número total de colaboradores teve uma ligeira redução.
Em termos de crescimento orgânico, Uíge, Cuanza Norte e Bengo são as províncias ainda sem a presença dos balcões do BNI. Em Luanda há 46 agências. Benguela (5), Huíla e Cabinda (com 4 cada), Cunene (3), Namibe, Cuando Cubango, Cuanza Sul, Huambo e Zaire (com 2 balcões cada) juntam-se ao Bié, Moxico, Lundas Sul e Norte e Malanje (têm um cada). Além destes 78 balcões espalhados por 15 províncias, o BNI tem também  oito (8) centros de negócios, sendo 4 em Luanda, e Cabinda, Huambo, Huíla e Lobito (Benguela) surgem com um cada.
Destes indicadores, estima-se que mais de 60 por cento dos clientes do banco estejam em Luanda e os restantes menos de 40 pelas outras 14 províncias. Também 96 por cento dos clientes são particulares e os outros 4 empresas. Dos clientes particulares 73 por cento são homens e 27 mulheres. De todos estes, 37 por cento trabalha no comércio geral.