O Banco de Negócios Internacional (BNI) tem autorização do Ministério das Finanças de Portugal para fixar agências de representação nesse país e assim abrir portas ao seu ambicioso plano de internacionalização, inicialmente pela Europa, mas que se quer para outros continentes, inclusive o africano.

Segundo explicou o vice-presidente do banco, Carlos Rodrigues, à margem do fórum económico promovido pela EMRC e a Afreximbank, que a cidade suíça de Genebra acolheu entre 13 e 14 de Junho, o Banco de Negócios Internacional (BNI) fez-se representar neste certame atendendo a uma necesidade local de promoção de um amplo conhecimento da realidade de outros países de África e assim desenvolver contactos a nível do mercado financeiro.

Carlos Rodrigues, acompanhado do administrador Mário Palhares, disse não duvidar que o BNI aproveitou o Africa Finance & Investment Forum/2013 para mobilizar parceiros investidores e mais investimentos financeiros para a sua actividade de mercado.

Por seu lado, a administradora do Banco Angolano de Negócios e Comércio (BANC), Elizabeth Paihama, disse que a sua instituição bancária, muito em particular, está em fase preparatória para se internacionalizar, tendo a Europa como ponto de partida.

Para a materialização destas intenções, o Banc, segundo Elizabeth Paihama, está a recrutar jovens angolanos espalhados pela Europa, os quais deverão enquadrar-se num amplo programa de formação internacional de quadros da instituição, embora residentes em Angola. O programa prevê o envio de quadros para formação em escolas superiores de negócios na Europa e a consequente captação de angolanos residentes na Europa para o seu regresso ao país.

Angola moderna
Por seu lado, o administrador do Banco Privado do Atlântico (BPA), Augusto Baptista, fez uma apresentação plenária sobre as políticas do país em termos de angariação e de investimento e deu como exemplo do desenvolvimento e modernidade de Angola a nova baía de Luanda, projecto que pela sua qualidade e dimensão impressionou a maior parte dos presentes.

Augusto Baptista lembrou que o apoio às pequenas e médias empresas (PME) é o foco do banco e, para tal, foi com interesse que estudaram as alternativas oferecidas pelo fórum de apoio à formação de recursos humanos. A responsabilidade social é outro dos pilares mencionados por esta instituição bancária.

Os bancos comerciais angolanos presentes no recém-terminado fórum de Genebra, que a capital suíça acolheu, designadamente BPA, Banc, BNI, BPC,  Sol e Valor aproveitaram esta plataforma internacional para a mobilização de investimentos e avaliação das tendências de mercado, tendo em consideração a necessidade de relançamento das suas estratégias de internacionalização, reforço da capacidade de financiamento aos programas locais e de mobilidade dos quadros angolanos que residem no exterior.

A comitiva angolana foi composta pelos bancos BPA, Banc, BNI, BPC, Sol e Valor, Fesa, Caribe Alimentos, pela empresa de consultoria e investimento Casbi Group, representante do CDE (Centro para o Desenvolvimento de Empresas - União Europeia em Angola) e por grupos ligadas à agricultura e pecuária de todos os países como o grupo Bashen de Benguela, o Kotuak da Huíla, o Cecaso, o Sopromil e ainda o Suninvest, estes últimos de Luanda. O sector mineiro fez-se representar pelos ministérios da Geologia e Minas e da Indústria e pela empresa Angola Stone Corporation, através de Félix Matias Neto. Os ministérios do Ambiente e do Comércio de Angola também marcaram presença, tendo apoiado, em conjunto com os três representantes da Anip, o stand de Angola durante o evento, constantemente visitado pelos restantes participantes.

O sector bancário angolano continua a ser considerado como estratégico na mobilização de fundos de investimentos para catapultar o desenvolvimento dos projectos estruturantes que o país realiza.