O Programa de Privatização em Bolsa sob condução da Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA) está a ser conduzido com rigor e demonstra níveis de qualidade na execução.
Os participantes ao debate televisivo de terça-feira última, na Tv Zimbo, entendem que o processo, apesar da sua complexidade, parece revelar forte maturidade e, até certo ponto, cautela na aplicação de medidas, uma vez que a alienação de acções (transferêcia de direito societários numa empresa) é um tema novo para o mercado angolano.
O jornalista André Samuel, que dividiu o painel com os economista Yuri Quixina, Ottoniel Santos (administrador da CMC) e Aquiles Neto (Administrador da Bodiva), disse não ter dúvida que a opção é dolorosa no curto prazo, por vir a implicar falências e desempregos. “Mas, no médio e longo prazo, surtirá resultados que a todos vai animar”, disse.
O programa de privatização integral e parcial de 74 empresas públicas, aprovado pelo Governo, visa impulsionar o surgimento do mercado de acções corporativas.
Ter um mercado de títulos e secundário, que funcione em pleno, é encarado como irreversível para Angola, pois, é a partir deste que se estabelece a curva de referência para o surgimento de outros mercados de acções e dívida corporativa.
A problemática da transparência nas contas das empresas também foi evocada, tendo os participantes admitido que já há boas práticas de governação nas empresas nacionais e ,com as que estiverem prontas, o mercado deve arrancar. Aliás, a validação das contas por entidades independentes é critério de aceitação ou não em bolsa a nível mundial, disseram.