Angola participa hoje, 8 de Setembro, na 17ª Reunião do Conselho de Ministros do ESAAMLG - Grupo de Combate ao Branqueamento de Capitais de Países da África Oriental e Austral, que decorre em Zanzibar, República Unida da Tanzânia.
De acordo com uma nota publicada na página de internet do Ministério das Finanças, a reunião foi antecedida de um encontro dos peritos do ESAAMLG, em que participou a delegação angolana, encabeçada pela Unidade de Informação Financeira.
Os peritos, durante cinco dias, estiveram a preparar a agenda detalhada para a Reunião do Conselho de Ministros, bem como o relatório exaustivo e as recomendações sobre o trabalho desenvolvido pelo ESAAMLG para a aprovação do Conselho de Ministros da organização.
O ESAAMLG foi constituído em 1999 com sete membros fundadores e tem a sua sede na Tanzânia. O seu principal objectivo é o de estabelecer um quadro jurídico-legal e regulamentar convergente em todos os países da região e assegurar a implementação de sistemas eficazes de combate aos crimes de branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo, à luz das recomendações internacionais, nomeadamente do Grupo de Acção Financeira Internacional e do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Posição angolana
Angola tem tido um posicionamento de realce no que concerne ao branqueamento de capitais, conforme intervenção à imprensa do especialista do Gabinete de Compliance do Banco de Comércio e Indústria (BCI), Emanuel Bernardo.
O especialista acrescentou que Angola tem evoluído, positivamente, neste contexto, pois aprovou a criação da Unidade de informação Financeira, que é o Órgão do Governo para o tratamento desta problemática, e um conjunto de leis para regulamentar o combate e a prevenção ao Branqueamento de Capitais (BC) e Financiamento ao Terrorismo (FT). Foi, em seu entender, esta evolução positiva que permitiu a entrada de Angola no ESSAMLG como membro efectivo, órgão que Angola assumiu a presidência rotativa em 2014.
“O governo tem esforçado-se no cumprimento deste importante compromisso assumido internacionalmente de combate ao branqueamento de capitais”, disse.