As novas formas de fazer negócio ao nível do Seguro, numa perspectiva de maior abrangência comercial e de inclusão foi dos motes do II fórum co-organizado pela Bumbar Media & IT e a Associação Angolana de Provedores de Serviços Internet (AAPSI), nesta terça-feira, em Luanda.
Na edição deste ano o foco foi “Como a internet transformará o mercado segurador angolano”, tendo o evento reunido vários “players” das áreas das telecomunicações e das tecnologias de informação e comunicação.
De acordo com o administrador da Bumbar Media, Sebastião Panzo, o fórum visa discutir as estratégias de aumento do acesso da população aos produtos disponibilizados pelas seguradora feitos através da utilização de canais tecnológicos.
Sebastião Panzo lembrou, igualmente, que o encontro serviu para analisar o proveito que o mercado segurador angolano tira das oportunidades proporcionadas pelas telecomunicações e das formas digitais de distribuição de produtos de seguro.
“O desenvolvimento das telecomunicações acarreta um conjunto de desafios e oportunidades para o mercado de seguros em Angola, pois acreditamos que através de uma interacção contínua, os operadores conseguem perceber melhor as necessidades dos seus clientes”, disse.
Uma perspectiva não menos interessante, de acordo com Sebastião Panzo, está no facto de o digital representar uma plataforma com inúmeras oportunidades de negócio para o mercado de seguros, visto que além de produzir serviços inovadores, alarga em grande escala o raio de divulgação e distribuição de produtos.

Seguros atractivo
No mais recente fórum realizado pelo sector segurador foi avançado que esta Angola representa o quarto maior mercado na África Subsahariana, com prémios a totalizarem 0,8 por cento do produto interno bruto (PIB)
Naquela altura, os dados avançados pelo ministro das Finanças, Archer Mangueira, dava conta de que à semelhança do Quénia, cujo sector representa apenas 3,0 por cento, existe forte margem de crescimento e chegada de mais investimentos.
Na visão da governação, o sector segurador e de fundos de pensões poderá desempenhar um papel muito importante, canalizando para o Sistema Financeiro os fundos que consiga congregar, de médio e longo prazo, e que são essenciais para financiar o desenvolvimento sustentável da economia.
Archer Mangueira dissera que um sector financeiro robusto, resiliente e estável requer dos seus três segmentos, o mercado bancário, o mercado de capitais e o mercado de seguros que actuem com níveis elevados de eficiência Esta eficiência que se traduz na capacidade do “Sistema Financeiro cumprir a sua missão de promover a poupança, arrecadar e concentrar essa poupança em grandes volumes e encaminhá-la nos veículos de crédito e capital adequados – para as actividades produtivas, oferecendo aos agentes económicos as ferramentas para a redistribuição e diversificação dos riscos de quem poupa e de quem investe.
Tal qual o anterior fórum sobre seguros, neste sobre o wegseguros estiveram reunidos especialistas do sector, bancos comerciais e instituições financeiras não bancárias, nomeadamente, sociedades de capital de risco e corretoras e distribuidoras de valores mobiliários que procuraram assim avaliar o mercado e apontar caminhos, além de seguradoras e operadores de telecomunicações e das tecnologias de informação.

BCA inaugura 10 agências
com foco na bancarização

O Banco Comercial Angolano (BCA) procedeu, recentemente, a inauguração de novas agências, com o objectivo de garantir maior proximidade com a sua carteira de clientes e atrair outros novos potenciais à banca.
De acordo com o presidente da comissão executiva, Filipe Martins, os investimentos do banco no mercado nacional não vão parar. Disse, igualmente, que a abertura destas novas agências, prende-se com o desafio de dar continuidade à política de expansão, consolidar a presença da marca através da abertura de novas agências nas principais províncias, garantindo, desta forma o serviço disponibilizado a um crescente número de clientes ainda não bancarizados.
Para ele, o BCA pretende continuar a expandir selectivamente a sua carteira de crédito a particulares e empresas, focando nas oportunidades de maior rentabilidade, mediante a continuidade dos seus projectos actuais voltados para a agilidade dos seus procedimentos operacionais, oferecendo taxas competitivas e empenho da sua equipa de gestão.
Com tudo isso, o banco pretende continuar a promover a fidelização da sua base de clientes, principalmente por meio da expansão da rede de atendimento, melhoria da qualidade dos serviços prestados e a concessão de uma maior visibilidade aos produtos e serviços que oferece. Deste modo, o banco visa garantir proximidade aos seus clientes, agregar valor aos serviços oferecidos, e ampliar a quantidade de produtos adquiridos pelos clientes.