Os automobilistas ouvidos pelo Jornal de Economia & Finanças ao longo desta semana, manifestaram-se insatisfeitos com o acréscimo registado nos emolumentos da taxa de circulação fixada para o ano de 2018. Para estes, as principais vias de circulação em Luanda e no interior ainda não atigiram os níveis desejados, pelo que o Estado deveria ponderar antes de aumentar os emolumentos. Amélia Silva, gestora de recursos humanos disse que o Estado primeiro deveria melhorar as condições das estradas e de seguida aumentar a taxa de circulação. Há anos que os automobilistas pagam a taxa de circulação em estradas em péssimas condições. Para Alberto de Morais, o acréscimo nas taxas deve ser acompanhado com o aumento do salário tanto na função pública como nas instituições privadas, o aumento que se registou na taxa de circulação não tem nexo, disse. Por sua vez Nambi Wanderley, entende que o Estado já vai exigindo cada vez mais do cidadão, em contrapartida não está a melhorar as condições básicas da população. Se em Luanda as estradas estão nestas condições, o que dizer do interior do país, questionou. Para Manuela Quixito, o acréscimo que se registou na taxa de circulação não tem razão de ser, pois, um pouco por toda capital do país sem olhar para o interior do país, as vias secundárias e terciárias estão em péssimas condições e estão a danificar as viaturas, muitas das quais sem alternativas para concerto. No entender de Domingos Kunga, médico de profissão, o aumento não se justifica porque a circulação nas vias secundárias e terciárias continua a ser uma preocução enorme para os automobilitas. Quando chove a situação torn a-se mais desoladora, acrescentou. E entende que o Estado não pode pensar apenas em aumentar as taxas e os impostos sem melhorar os salários na função pública, bem como a revisão dos estatutos de carreira nas diferentes instituições. Para Violancia Jordão que vive no bairro prenda, o acréscimo que se registou na taxa de circulação não se justifica, dado o mau estado dos principais acessos assim como as secundárias e as terciárias. Sabemos, que os impostos constituem a principal fonte de receita para o Estado, por outro um serviço, que cria transtormos aos utilizadores das vias de circulação que constituem, o elo de ligação às províncias, municípios, comunas e bairros. O Estado não pode continuar a aplicar a lógica de acréscimos um por cima do outro, quando as in stituições ao invés de empregar estão a despedir os funcionários. Em vez de ajudar estão a prejudicar as famílias angolanas, o que não é bom para a economia das famílias. Auguramos melhoria, para que possamos pagar seja qual for o emolumento, desde que nos prestem um bom serviço, altura dos acréscimos que se quer fazer.