Os angolanos celebram amanhã (sábado), os 42 anos desde que foi alcançada a independência. Ela ocorreu a 11 de Novembro de 1975. Por isso, constitui um marco importante na história do país.
As celebrações acontecem em todo o território nacional, bem como nas missões diplomáticas espalhadas pelo mundo.
Qualquer balanço dos 42 anos da independência de Angola passa pela evocação do período de guerra que o país viveu até Abril de 2002, ano em que a paz foi definitivamente instaurada em todo o território nacional.
Os prejuízos em Angola nunca chegaram a ser totalmente contabilizados, mas é provável que tenham atingido dezenas de milhares de milhões de dólares. Numa guerra nenhum modelo económico resulta e todo o esforço para pôr em funcionamento a economia
está condenado ao fracasso.
Os angolanos começam agora a conhecer os efeitos da independência. A livre circulação faz ressurgir de forma acelerada o grande potencial do país e atraiu grandes investidores estrangeiros.
Há centrais hidroeléctricas em construção, o número de salas de aula cresceu e milhares de jovens que antes não tinham acesso ao ensino hoje já podem fazê-lo com facilidade.
Foram abertas clínicas equipadas com as mais modernas tecnologias de diagnóstico e tratamento especializado para diferentes doenças. Um ambicioso programa habitacional está a ser executado, assim como o projectos de expansão de água
potável e energia eléctrica.
Ao comemorarmos os 42 anos de independência e 15 anos de paz efectiva em Angola, os cidadãos interpelados pelo JE afirmam, sem qualquer receio, que muito está feito e que a grande obra de pacificação e reconciliação realizada nos últimos anos fez renascer a nova Angola a que todos aspirávam.
Em Luanda, a capital do país, a população apresenta visões positivas apesar de se registar alguns recuos em alguns aspectos.
A melhoria das infra-estruturas, a livre circulação de pessoas e bens, saúde e educação foram as áreas mais citadas pelos luandenses.

Crismar Sangu
Estudante

"Após 42 anos de independência economicamente angola cresceu bastante".

Agostinho Domingos
Funcionário público

"Alcançada a independência, o país tornou-se mais unificado e com mais oportunidades".

António Tropa
Funcionário público

"Com a independência já se pode circular à vontade, o que não acontecia antes disso".

Manuel Fernando
Funcionário público

"Angola mudou em alguns aspectos, principalmente nos  sectores da saúde
e educação".

João Futa
Mineiro

"Ao expulsarmos o colono não tivemos em conta a manutenção das indústrias".

Adilson Mesquita
Funcionário público

"O nível de conhecimento melhorou muito e hoje temos menos limitações".

Sebastião Luzayadio
Funcionário público

"A independência foi um troféu pela luta de todos os angolanos".

Ana Nunes
Empresária

"Em termos de infra-estruturas progredimos muito. É algo que devo admitir".