Em 8 de Janeiro de 1977, o Governo da República de Angola iniciou um amplo processo de substituição da moeda em circulação no mercado, retirando o escudo português pela introdução do kwanza, notas de matriz local que representavam também a afirmação da soberania nacional.

O então ministro das Finanças, Saydi Vieira Dias Mingas, avancara à imprensa, na altura, que o acto representava um marco irreversível, pois entre as estratégias nacionais para o período pós-independência constavam a emissão de moeda e a existência de um banco emissor.

O surgimento da macuta
A cunhagem das moedas de cobre constava de peças de 1 macuta, ½ macuta, ¼ de macuta e 5 reis, atribuindo-se à macuta o valor de 50 reis. Quanto à emissão de moedas de prata, constava de peças de 12, 10, 8, 6, 4 e 2 macutas, sendo estas, de uma forma geral, semelhantes às de cobre.

Nesse período viviam-se tempos particularmente difíceis na colónia, motivados pelo monopólio da moeda. Em 1960 a situação económica/financeira em Angola era de facto deplorável.

Havia pouco dinheiro, as receitas que entravam nos cofres públicos eram na sua maioria constituídas por letras e títulos de dívida.
Até 1864, a actividade económica em Angola repousava essencialmente sobre os mecanismos do tradicional sistema de permutação de géneros.

Nesta permutação os meios mais correntes de pagamento eram as fazendas, o zimbo, as pedras de sal da Kissama (que corriam em toda a parte) e os libongos. A quantidade de capital circulante, já por si diminuta, em virtude da ausência de indústria, perdia-se nas mãos de meia dúzia de particulares, geralmente contratadores. Não existia instituições de crédito, e em virtude disso eram os particulares que, em regra geral, prestavam serviços próprios dos bancos, cobrando pelos empréstimos juros ruinosos. Porém, com a ampliação do comércio e a criação de indústrias em Angola a situação modificou-se.

De 1910 a 1962 lança o Estado colonial português no mercado a emissão “Vasco da Gama”, o “escudo”, as cédulas do Banco Nacional Ultramarino, as “ritas” e os “chamiços”, os “angolares” e por último, em 1953, o “escudo” como unidade monetária.

O kwanza
Considerando que, com a Lei nº69/76, que criou o Banco Nacional de Angola, o país ficou dotado da instituição que beneficia em exclusivo da emissão monetária; considerando que já se encontravam satisfeitas as condições de ordem técnica para o lançamento de uma nova moeda. À 11 de Novembro de 1976 , em cumprimento do disposto nos artigos 8º e 30º da Lei Constitucional, é criada a unidade monetária nacional designada kwanza.

 O kwanza tinha como fracção o lwei correspondendo cada kwanza a cem lwei. O kwanza era representado materialmente por notas e moedas metálicas. O lwei era representado materialmente por moedas metálicas com valor facial de cinquenta lwei.