Uma outra preocupação, relacionada com o negócio do câmbio e a especulação que existe à sua volta, conforme Paulo Ringote, está relacionada com o risco de exaustão das reservas, sobretudo em contextos de regimes cambiais caracterizados pela fixação da taxa de câmbio, ou mesmo qualquer outro regime administrativo de controlo cambial, visto que se tem presente que o controlo da taxa de câmbio será mantido apenas se este objectivo não estiver em contradição com outros objectivos de política económica.
A manutenção da taxa de câmbio administrada, encerra em si, o risco subjacente da sua alteração, e pressiona, entre outros, a existência de movimentos especulativos à partida, por parte do sector privado, para testar a credibilidade das autoridades monetárias em manterem àquela taxa de câmbio.
Estas pressões, assim como as eventuais alterações na taxa de câmbio configuram aquilo a que se conhece como crises na balança de pagamentos. Para o caso de Angola, o que tem de mudar de facto é o regime cambial e neste caso temos a saudar as medidas tomadas pela nova Administração do banco central, em alterar o regime administrado que vigorou até Janeiro do presente ano, pelo regime de câmbio flutuante com bandas de flutuação.