A balança de pagamentos de Angola registou um super -ávite de 2.387,1 mil milhões de dólares no terceiro trimestre de 2018, quando comparado com igual período de 2017.
O saldo da conta corrente passou de um défice de 591,7 milhões de dólares no terceiro trimestre de 2017 para um superávite de 2.978,8 mil milhões de dólares em 2018, representando uma evolução positiva na ordem de 603,5 por cento, tendo o rácio da conta corrente sobre PIB1 passado de 1,9 para 10,8 por cento.
Segundo o relatório trimestral do Banco Nacional de Angola (BNA), o comércio internacional de mercadorias entre Angola e o resto do mundo mostrou-se favorável, devido ao aumento das receitas de exportação em magnitude superior ao das despesas de importação.
O documento sustenta que, o aumento das exportações deveu-se, sobretudo, à alta do preço médio do petróleo bruto no período, apesar da redução verificada em termos do volume exportado.
Assim, o preço médio das ramas angolanas passou de 52,1 dólares por barril em 2017 para 75 dólares em 2018, ao passo que o volume das exportações de petróleo passou de 146 para 131,7 milhões de barris.
Em função disso, prossegue o relatório, o BNA continua a envidar esforços para aumentar a cobertura estatística da balança de pagamentos.
Assim, importa referir que houve aumento de cobertura das informações estatísticas das exportações relacionadas com o sal e bebidas, o que permitiu que as outras exportações registassem um incremento na ordem de 34,8 por cento.
Dentre os principais países de destino das exportações de petróleo bruto, a China manteve-se em primeiro lugar, com uma quota de cerca de 62,3 por cento, seguida da Índia e da Espanha com 9,6 e 5,2, respectivamente.

Receitas de exportações

As receitas de exportação de petróleo bruto cifraram-se em 9.874,9 milhões de dólares no terceiro trimestre de 2018 contra 7.602,8 milhões no mesmo período do ano anterior.
Realça-se o aumento das receitas resultantes da exportação de gás natural em 7,7 por cento (34,3 milhões de dólares), com destaque para o LNG, dos refinados de petróleo em 25,4 por cento (30,2 milhões) e dos diamantes em 6,6 (15 milhões).
Relativamente às exportações de diamantes, os principais países de destino foram os Emirados Árabes Unidos, com cerca de 85,7 por cento do valor total, seguido da Suíça (10,4%), Bélgica (2,0%), Hong Kong (1,3%) e Israel (0,6%).
As importações de bens atingiram 4.009 milhões de dólares, o que representou um acréscimo em termos de valor na ordem de 3,6 por cento comparativamente ao período homólogo de 2017. Assim, apesar do aumento do valor das importações, em termos de volume, observou-se uma redução em cerca de 29,8.
As categorias de bens que mais contribuíram para o crescimento do valor das importações foram, os bens alimentares, as máquinas, aparelhos mecânicos e eléctricos, os combustíveis e os veículos, tendo as despesas com as suas importações representado cerca de 67,8 por cento do valor total das importações.