A corrupção, na perspectiva económica, engloba tudo aquilo que vicia a concorrência livre e a eficiência produtiva numa economia. No nosso país, a corrupção tem alcançado altos níveis e tal problema vem crescendo devido a falta de cumprimento da Lei. O Presidente da República, João lourenço, no seu discurso de investidura, reafirmou a necessidade de transparência na actuação dos serviços e dos servidores públicos, bem como o combate ao crime económico e à corrupção que grassa em algumas instituições, em diferentes níveis. Estes desafios constituem uma importante frente de luta a ter, seriamente, em conta, e na qual todos têm o dever de participar.
O Chefe de Estado angolano disse ainda que a corrupção e a impunidade têm um impacto negativo directo na capacidade do Estado e dos seus agentes executarem qualquer programa de governação. “Exorto, por isso, todo o nosso povo a trabalhar em conjunto para extirpar esse mal que ameaça seriamente os alicerces da nossa sociedade”, disse na ocasião.
Nesta edição, a rubrica a “voz do cidadão” do JE procurou estudantes, na área do Direito, da Universidade Metodista, para saber o que é possível e preciso fazer-se, na prática, para combater fraudes nas instituições tanto nas públicas quanto nas privadas. Para os entrevistados, a corrupção é algo que só vai acabar com o envolvimento generalizado da sociedade. Somente mudando a mentalidade de cada cidadão angolano é que será possível anular os efeitos danosos desse “cancro”.
Conforme disseram os mesmos, a luta pelo combate contra a famosa “gasosa”, que silenciosamente surgiu como forma do cidadão adaptar-se às situações adversas criando consensos à margem das leis entre os agentes envolvidos, passou a ser usada para se conseguirem vantagens pessoais, mesmo em clara violação das leis.o que os académicos acreditam é que actos do género em si carregam uma forte ausência de consciência colectiva.
A transparência também é apontada por muitos como o maior inimigo da corrupção.
“É necessário melhorar o controlo dos departamentos estatais, exigindo a prestação permanente das contas e da aplicação de recursos”, sugere-se.