Números do Banco Nacional de Angola (BNA) asseguram que 51% da rede bancária angolana está concentrada em Luanda e o mesmo acontece com os sistemas de pagamentos electrónicos (ATM) com um parque de 52% e cerca de 72% dos terminais de pagamento automático (TPA) também concentrados na capital angolana.
Sobre este aspecto, a direcção do BNA entende ser preciso mudar o quadro. Para tal, o governador do BNA, José de Lima Massano, disse, recentemente, ter em vista já um conjunto de medidas, no âmbito da inclusão financeira, como um maior dinamismo dos pagamentos móveis e, também, nos pagamentos digitais.
O governador José de Lima Massano considerou que grande parte das províncias do país ainda tem acesso limitado aos principais serviços do sistema financeiro, sobretudo ligados à banca, a maioria concentrados em Luanda.
“O nível de concentração de resto no nosso país do sistema financeiro ainda é alto, cerca de 94% do crédito que é concedido à economia é aqui na província de Luanda, também ocorre com os depósitos, cerca de 95% dos depósitos são captados em Luanda”, explicou.
Segundo assumiu, a instituição que dirige tem ainda pela frente “um trabalho intenso para desenvolver no sentido de trazer mais angolanos para o sistema financeiro, particularmente, para os serviços bancários”.