A conta de bens registou, em Agosto, um saldo de 1,48 mil milhões de dólares, sendo que o valor total das exportações foi de 2,55 mil milhões e das importações de 1,07 mil milhões. De acordo com o relatório do Comité de Política Monetária do Banco Nacional de Angola, de igual modo, em Julho, a conta de bens da balança de pagamento registou um superávite de 1,42 mil milhões de dólares, sendo que o valor das importações foi de 1,14 mil milhões e as exportações de 2,56 mil milhões. Nos meses de Julho e Agosto de 2019, o BNA vendeu ao mercado um montante total de 1,58 mil milhões de dólares, contra 2,58 mil milhões no mesmo período do ano anterior. Em termos acumulados de 2019, o BNA vendeu 5,88 mil milhões contra 9,48 mil milhões do período homólogo, o que representou uma diminuição de 61,15%. Quanto as Reservas Internacionais Brutas (RIB), os dados dão conta de que as mesmas se situaram em 15,97 mil milhões de dólares em Agosto, representando um grau de cobertura de importações de
bens e serviços de 7,79 meses. No seu último Relatório & Contas (2018), o BNA fez saber que as Reservas Internacionais Brutas haviam registado uma diminuição de 11,29%, atingindo 16,1 mil milhões, porém também estas apresentaram uma ligeira volatilidade com a regularização dos pendentes cambiais por si levados a cabo e a emissão de Eurobonds por parte do Governo angolano que arrecadara 3,5 mil milhões e do desembolso de parte do financiamento negociado com o FMI. Naquela altura, consta do documento, que o rácio de cobertura das importações situou-se em 6,62 meses de importações de bens e serviços, inferior ao do ano anterior, no entanto, continuando acima da meta de convergência da Sadc, fixada em 6 meses de importações. No âmbito das políticas macroeconómicas, no que toca à política cambial, o início de 2018 foi marcado pela adopção de um regime cambial flexível com bandas administradas no início do ano. O principal objectivo desta alteração prendeu-se com a necessidade de eliminar o desequilíbrio existente entre a quantidade procurada e oferecida de divisas, que culminou num aumento significativo da pressão cambial sobre os diversos mercados. Perante este novo regime, em 2018, o kwanza depreciou-se em cerca de 46,23 e 47,48% face ao dólar norte-americano e ao euro, respectivamente, no mercado primário. De igual modo, o regime cambial adoptado contribuiu para uma redução significativa do diferencial entre os mercados primário e informal, sendo que este era um dos principais objectivos do novo paradigma cambial, tendo assim o spread em relação ao dólar norte-americano e ao euro diminuído de 150,62 para 28,26% e de 146,31 para 27,17%, respectivamente, no final de Dezembro. Face aos dados apresentados, na ocasião, os mesmos apontaram para um superávite global (compromisso) de kz 150,6 mil milhões em 2018 (correspondente a 0,52% do PIB), enquanto se projectava um défice de 804,7
mil milhões (3,4% do PIB).