A Cooperativa de Crédito dos Funcionários da Presidência da República (COOCREFP) tem disponível uma carteira de crédito estimada em 30 milhões de kwanzas para financiar as necessidades dos associados.
Ao que soube o JE de fonte da instituição, até ao momento, foram já concedido empréstimos de 27 milhões de kwanzas. Para garantir a continuidade dos objectivos da cooperativa, recentemente foi reforçado o seu capital social de 18 para 50 milhões de kwanzas. Já o património líquido da organização está fixado em 230 milhões de kwanzas.
Embora se verifique dificuldade no reembolso por parte de alguns membros, a Cooperativa de Crédito dos Funcionários da Presidência da República conta já com mais de 1.050 associados. Em 2015, aquando do lançamento subscreveram o seu pacto um total de 700 membros.
Recentemente, a cooperativa promoveu uma palestra subordinada ao tema “Empreendedorismo e cooperativismo”. A actividade enquadra-se nas comemorações do terceiro aniversário da instituição, que foi também a primeira do género a ser criada no país.
Para a presidente da organização Carlota Pataca, os micro- créditos concedidos variam entre os 200 mil e um milhão de kwanzas e têm servido, fundamentalmente, para suprir algumas necessidades dos filiados, um recurso cada vez solicitado atendendo a situação financeira que o mercado interno enfrenta.
“Semanalmente duas pessoas filiadas beneficiam do micro-crédito, sendo que são priorizados os indivíduos com maior dificuldades financeiras”, disse.
O financiamento concedido aos filiados, normalmente, é utilizado para o consumo e apoio às iniciativas empreendedoras dos filiados, que fazem uma maior aposta na abertura de pequenos negócios com o capital adiantado.
“Os micro-créditos concedidos aos associados são feitos por via do nosso capital social e em parceria com as instituições financeiras parceiras que se juntaram ao nosso projecto”, explicou.

Reembolso
No que diz respeito ao processo de reembolso, Carlota Pataca disse que tem havido dificuldades com alguns cooperados, mas que estes são em número controlado. Para ela e em função do actual ambiente macro-económico, as pessoas estão com uma capacidade de poupança, e menos disposição para comprar e, consequentemente, honrar com os compromissos que muitos deles contraíram com instituições financeiras e afins, como é o caso da cooperativa de crédito.
Por outro lado, afirmou que a Concrefp é sustentada pela contribuição dos membros, que apoiam a instituição com as suas quotas e as mesmas funcionam em formato de Kixiquila, uma prática de pequenos empréstimos que consiste em um grupo associa-se e partilham um valor de forma rotativa entre os membros.