O Índice de Produção Industrial (IPI) registou uma tendência de crescimento no I trimestre do ano em curso em relação ao trimestre homólogo de 2012, numa perspectiva na ordem dos 3,1 por cento, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).

O boletim trimestral acrescenta que, os bens de consumo foram os que registaram maior crescimento comparativamente com os bens intermédios e os produtos de energia, oscilando na ordem dos 21,8 por cento, quando comparados com o trimestre homólogo de 2012.

O número de pessoas ao serviço assim como as horas trabalhadas registaram variações positivas de 46,4 e 49,1 por cento, respectivamente quando comparados com o trimestre homólogo.

O boletim explica, que esses dados resultam do inquérito ao IPI realizado pelo INE, com regularidade trimestral a 428 estabelecimentos seleccionados a nível nacional, designadamente nas províncias Luanda, Cabinda, Benguela, Huíla, Kwanza-Norte, Kwanza-Sul, Malanje, Uíje, Huambo e Namibe dos quais Luanda com 299 indústrias representa 69,8 por cento do total da amostra.

Os estabelecimentos incluídos neste relatório, albergam 20 ou mais funcionários ao serviço e cobrem mais da metade de todos empregados do sector industrial.

Portanto, é importante referir o facto de que a informação referente aos índices de volume de negócios e os índices de preços industriais, não foram introduzidos devido a uma percentagem elevada de omissão de informação por parte dos informantes.

O relatório realça, que uma parte significativa dos dados disponíveis não é publicada nesta edição, pelo que o INE pode disponibilizá-la mediante a formulação de um pedido específico.

Conjuntura económica
Os dados contidos neste relatório resultam ainda da operação de recolha contínua do inquérito de conjuntura dos sectores da indústria extractiva, indústria transformadora, construção, comércio, turismo e transportes nas províncias de Luanda, Benguela, Huíla e Kwanza-Sul.

Cerca de 80 por cento das empresas encontram-se localizadas nas quatro províncias, designadamente, Luanda, Benguela, Huila e Kwanza-Sul e empregam aproximadamente 53,50 por cento dos trabalhadores.

O inquérito aos sectores da indústria extractiva e do turismo foi implementado no 1º trimestre de 2011. Por essa razão, segundo o relatório, só a partir do 1º trimestre de 2012, com a existência de dados de períodos homólogos foi possível iniciar a apresentação de gráficos adicionais que permitiram ao INE a análise da evolução dos dois sectores.

Síntese dos Resultados
A conjuntura económica no sector de indústria transformadora é desfavorável, o indicador contrariou a tendência evolutiva e permaneceu abaixo da média da série. O mesmo já não aconteceu com o sector da construção civil onde o indicador de confiança, mais uma vez abrandou, mantendo deste modo a conjuntura desfavorável.

Quanto ao sector do comércio a conjuntura é favorável a dois trimestres consecutivos, pois o indicador evoluiu positivamente em relação aos períodos homólogos e permanece acima da média. Nos transportes, a conjuntura económica continua favorável para as empresas transportadoras, pois o indicador evolui positivamente desde o 2º trimestre de 2012 que se tornou favorável.

No que toca ao sector do comércio, os dados do INE atestam que no 1º trimestre deste ano, a conjuntura económica no sector do comércio voltou a ser favorável, pois o indicador contrariou a tendência descendente do trimestre anterior, evoluiu positivamente em relação ao período homólogo e ultrapassou a média da série, assim como no sector da indústria extractiva em que o indicador de confiança manteve a tendência dos trimestres anteriores, mantendo a conjuntura favorável, pois o mesmo evoluiu positivamente em relação ao período homólogo e permaneceu acima da média.

Clima económico
Dos dados obtidos, observou-se que o indicador de confiança manteve a tendência evolutiva do trimestre anterior, mas ainda assim permaneceu abaixo da média da série. Constatou-se também um comportamento positivo do indicador em relação ao período homólogo, mas o clima económico continuou desfavorável.