A ministra do Planeamento, Ana Dias Lourenço, considerou hoje (segunda-feira), em Luanda, que a avaliação dos efeitos da crise financeira e económica internacional sobre as economias africanas exige sistemas estatísticos que permitam adoptar políticas tendentes a minimizar o impacto da estagnação mundial.

De acordo com a ministra do Planeamento, que discursava na sessão de abertura do IV Simpósio sobre o Desenvolvimento de Estatística em África, uma das áreas em que os efeitos da crise se fazem sentir é a população, por isso há a necessidade dos países africanos disporem de informação estatística sobre as condições de vida dos cidadãos.

Visando o reforço dos sistemas estatísticos do continente, Ana Dias Lourenço defende a tomada de medidas para o aumento da consciência estatística do público e agentes económicos, sociais e civis, de modo a basearem as suas posições em informações correctas e convenientemente tratadas.

Para se alcançar esse objectivo, considera necessário reforçar “o ensino e o gosto pelas ciências ligadas aos números”, como meio de se desenvolver uma cultura rigorosa de informação.

Organizado no âmbito da Ronda 2010 dos Censos da População e Habitação, representantes dos países africanos vão discutir, até sexta-feira, assuntos ligados à problemática da organização de censos populacionais, destacando-se a cartografia e informática necessária para esse tipo de operações.

Estão em análise assuntos como a mobilização da população para uma operação estatística, a elaboração dos orçamentos de custos e o processo de captação de fundos, participação institucional dos órgãos da administração pública e a problemática da sensibilização dos países saídos de conflito para o recenseamento.

Com este simpósio, Angola pretende obter experiências censitárias de outros países africanos, na medida em que não realiza censos populacionais e habitacionais desde 1970.

O encontro tem como objectivo reforçar e desenvolver os sistemas estatísticos africanos de recolha, tratamento, divulgação e utilização de informação censitária da população.

Estiveram presentes na cerimónia o primeiro-ministro, António Paulo Kassoma, membros do Governo angolano, presidentes dos institutos de estatística de África, membros do corpo diplomático, a secretária executiva da Comissão Económica das Nações Unidas para África, Lalla Bem Barka, e o vice-presidente do Banco Africano de Desenvolvimento, Luís Cassequenda.