A dívida interna do país está estimada em quatro mil milhões 677 milhões de kwanzas e tem em conta o quadro orçamental que é ainda considerado de deficitário, afirmou o secretário de Estado do Tesouro do Ministério das Finanças, Mário Nascimento.
O governante, que discursou no encontro que serviu de apresentação pública do Plano Anual de Endividamento (PAE), referiu que do valor estimado 75 por cento será um financiamento a ser captado internamente.
Este financiamento que será finalizado por via de captações de 75 por cento do mercado interno terá uma magnitude dos 3, 5 mil milhões de kwanzas, sendo que as restantes necessidades serão obtidas no mercado externo, segundo o secretário de Estado.
Neste evento que reuniu representantes da banca, da Comissão do Mercado de Capitais (CMC) e da Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA), o secretário de Estado do Tesouro referiu que até ao final deste ciclo (2017), o stock da dívida pública, em relação ao produto interno bruto (PIB) previsto será de 53,29 por cento.
Em comparação com o período homólogo do PIB regista um ligeiro aumento face ao ano transacto que foi de 52,47 por cento.
Este plano tornado público materializa uma estratégia que procura atingir muitos objectivos concretos, entre os quais, o alongamento do prazo da dívida interna, subdiversificar os investimentos públicos, promoção e dinamização do mercado financeiro doméstico, alargamento da base do investidor e garantir a continuidade dos títulos de dívida pública.
Mário Nascimento esclareceu que o alargamento do prazo da amortização da dívida interna possibilitará ao Estado financiar as taxas de juro mais baixas e sustentáveis, pois o custo de financiamento público deixará de estar dependente do financiamento cíclico que são influenciados por situações conjunturais ou voláteis de curto prazo.