Os bancos Privado Atlântico (BPA), de Comércio e Indústria (BCI) e o Stadard Bank Angola (SBA) são três dos 25 licenciados que, nos dois últimos meses, mostraram ao mercado que o sector está comprometido com o desenvolvimento e reforço da capacidade financeira, sobretudo, dos agentes privados.

A ilustrar estes indicadores, levantados pelo JE, está a crescente subida do plafond disponível nestes bancos para atender os créditos pessoais, através dos quais pretendem capitalizar negócios particulares.

Se por um lado o Banco de Comércio e Indústria passou, recentemente, de 1 milhão 500 mil kwanzas para os 2 milhões 500 mil o seu crédito a particulares, designado “Cria condições”, o Banco Privado Atlântico (BPA), por outro lado, mediante pré-avaliação do título de salário chega a conceder até cerca de cinco milhões de kwanzas. O Standard Bank Angola (SBA) disponibiliza também até iguais cinco milhões, dependendo também apenas da renda mensal do cliente. A estes podem juntar-se os 1.200.000 kwanzas do Banco Internacional de Crédito (BIC) e os quatro milhões do Banco Angolano de Investimentos (BAI).

Durante a recém-terminada Feira Internacional de Luanda (FILDA/2015), muitos dos gestores destes bancos presentes no evento garantiram que as suas instituições estão disponíveis para continuarem a financiar projectos, bastando que os mesmos mostrem viabilidade.

Créditos à economia
De acordo com o mais recente relatório do Comité de Política Monetária do Banco Nacional de Angola (CPM/BNA), no mês de Junho, o crédito à economia cresceu 5,56 por cento em termos acumulados, desde o início do ano. Comparativamente aos dois meses anteriores regista-se aqui uma subida de 3.73.

Em Março, o crédito total concedido cifrou-se em 4,124 mil milhões de kwanzas. Já em Abril, foi registada a primeira subida do ano, posicionando-se nos 4,197 mil milhões.

Dados referenciados avançam que a administração central beneficiou-se, em Abril, de 272.2 mil milhões de kwanzas. O sector privado ficou, no mesmo período, com empréstimo de 3,2 triliões de kwanzas.

No mês de Maio, o crédito à economia registou crescimento de 1,83 por cento em termos acumulados. Em Abril, de acordo com os dados preliminares, o crédito à economia havia contraído 0,24 por cento e em termos acumulados de 2015 registara crescimento de 1,95.

Para o mês de Junho, o Comité de Política Monetário (CPM) analisou a evolução da inflação, da economia real, das contas fiscais e monetárias, bem como da conjuntura económica internacional, incluindo a evolução recente e perspectivas do preço do petróleo bruto, com vista à tomada de medidas de política monetária que concorram para a redução da volatilidade dos preços na economia nacional.
Entre as decisões tomadas pelo organismo de apoio ao governador, destaca-se o aumento da Taxa Básica de Juro (Taxa BNA), que passa dos anteriores 9,75 para 10,25 por cento ao ano.

Houve ainda a decisão de aumentar a Taxa de Juro da Facilidade Permanente de Cedência de Liquidez de 10,5 para 11 por cento ao ano. Já a Taxa de Juro da Facilidade Permanente de Absorção de Liquidez foi mantida em nula.

Em Maio, a Taxa Básica de Juro (Taxa BNA), que ficou fixada em 9,75 por cento, era inicialmente de 9,25.

Inflação
No mês de Junho de 2015, a taxa de inflação mensal, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da província de Luanda foi de 1,25 por cento, superior em 0,69 pontos percentuais em relação a do período homólogo de 2014. A inflação dos últimos doze meses situou-se em 9,61, superior em 0,74 pontos percentuais comparativamente ao mês anterior.

Em Maio, a taxa de inflação mensal, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor da província de Luanda, foi de 1,21 por cento, superior em 0,59 pontos percentuais em relação a do período homólogo de 2014. A inflação dos últimos doze meses situou-se em 8,86 superior ao mês anterior em 0,63 pontos percentuais.

Segundo o CPM, reportando dados colhidos junto do Instituto Nacional de Estatística (INE), a classe “alimentação e bebidas não alcoólicas”, com 0,55 pontos percentuais, foi a que mais contribuiu para a inflação registada no mês. Já a de “habitação, água, electricidade e combustíveis” e a de “bens e serviços diversos” com 2,17 e 1,59 por cento, foram as que mais variaram.