Os empresários nacionais de vários segmentos concertaram, recentemente, com a administração do Banco Millennium Atlântico (BMA) na realização de encontros trimestrais para abordarem o acesso ao crédito e demais programas de financiamento disponíveis na instituição.
Na sua actuação estratégica, o banco, que diz contar com um milhão 750 mil clientes, 1.800 colaboradores e 130 pontos de atendimento pelo país, pretende auxiliar os clientes a enfrentarem o actual contexto económico.
De acordo com Daniel Santos, o presidente da Comissão Executiva do banco, “é fundamental que se fique mais próximo não apenas ao nível dos gestores com quem lidam diariamente, mas também da administração da instituição”.
Daniel Santos garantiu que para além das duas linhas de financiamento já operacionalizadas com o IFC do banco Mundial e um outro parceiro alemão, o BMA poderá, em breve, contar também com novas fontes, cuja negociação decorrere a bom ritmo junto dos potenciais financiadores.
Os gestores mostram-se animados e o resultado líquido de 27 mil milhões de kwanzas alcançado em 2018 indicam maior confiança e crescente solidez do negócio.
No encontro, a representante da empresa Gondo África, Graça Ribeiro, aplaudiu a iniciativa do Banco Millennium Atlântico e a opção de o repetir de três em três meses, todos os anos.
“É de louvar iniciativas como está, nós empresários e clientes desta instituição estamos expectantes com o apoio bancário para podermos alargar os investimentos”, afirmou.
Para Graça Ribeiro, a grande dificuldade que o grupo Gondo África enfrenta tem haver com os pagamentos no exterior devido a escassez de divisas, uma vez que se dedicam à venda de peças de carros, mercadoria que é toda adquirida no exterior.
O Atlântico é dos bancos nacionais que muito investe, nos últimos anos, na cultura de banca digital no mercado angolano.

fiscalização preventiva atarefa acções do tribunal de contas

O Tribunal de Contas está, neste momento, a trabalhar na fiscalização preventiva e sucessiva para fortalecer o conhecimento dos gestores públicos sobre a importância desse tipo de atitude.
Segundo disse o porta-voz, Gonçalo da Silva Leitão, os trabalhos incidem, sobretudo, nos Contratos de Empreitada e Aquisição de bens e serviços (Fiscalização Preventiva) e Auditorias, Inquéritos, Averiguações e Prestação de Contas (Fiscalização Sucessiva).
Gonçalo da Silva Leitão, explicou que o tribunal de contas, atendendo à sua missão, que é fazer a fiscalização da gestão das finanças públicas e actos administrativos do Estado, o tribunal entende nesta nova conjuntura do novo governo existir, efectivamente, novos gestores públicos.
Com o recente seminário, realizado esta semana, em Luanda, Gonçalo Leitão explicou ter sido objectivamente abordado algumas insuficiências que o Tribunal de Contas verifica no preenchimento dos requisitos para proceder a fiscalização das entidades públicas que fazem a gestão do erário.
Portanto, concluiu haver necessidade de formar e capacitar os gestores públicos no que toca à contratação pública e as modalidades de fiscalização do tribunal de contas.
Participaram da formação sobre a aplicação da Lei dos Contratos Públicos e Modalidades de Fiscalização, chefes de departamento, directores de institutos, chefes de secção, técnicos do GEPE, de recursos humanos, património, administração e finanças dos ministérios da Educação, do Ensino Superior, Ciências, tecnologia e inovação, da Saúde, do Ordenamento do Território e Habitação, todos com os respectivos órgãos tutelados.
O acto de abertura foi orientado pela Veneranda Juíza-Conselheira e Vice-Presidente do Tribunal de Contas, Domingas Garcia. Na ocasião, lembrou ser objectivo do encontro a instrução correcta dos processos de actos pessoais e contratos públicos.