O contrato de associação prevê a participação conjunta na actividade prospecção, pesquisa e reconhecimento de diamantes de depósito secundário nas províncias de Malanje e Kwanza-Sul.


A Empresa Nacional de Diamantes de Angola (Endiama) assinou, na última sexta-feira (21), em Luanda, com as empresas Mineralstar e Sovinhos um contrato de associação para a participação conjunta na actividade de prospecção, pesquisa e reconhecimento de diamantes de depósito secundário nas localidades de Cangandala e Mussende, nas províncias de Malanje e Kwanza-Sul, respectivamente.

As empresas estiveram representadas por António Carlos Sumbula, presidente do Conselho de Administração da Endiama, Valter Luís Beia e Vicente Francisco Soares, que subscreveram os compromissos na condição de representantes legais das firmas acima indicadas.

O referido acordo prevê que caso venha a ter lugar a fase de exploração, as partes constituirão uma Sociedade Comercial, designada por Associação em Participação do Cangandala Secundário, à qual será atribuída o direito exclusivo para a exploração dos jazigos secundários descobertos nas referidas áreas. Quanto ao processo de comercialização dos diamantes extraídos, o memorando prevê a participação de cada uma das partes.

Endiama

A Endiama, sendo a empresa concessionária e líder do sector no país, vai acompanhar o processo, isso porque no passado se constatou que muitas empresas que consideram a actividade de prospecção, fizeram com custos elevados.

Deste modo, trata-se de um contrato de risco onde os custos devem ser devidamente utilizados, na medida de caso de descoberta economicamente viável, todos os custos incorridos serão tidos em conta na amortização durante a fase de exploração.

Parceiros

A Sovinhos, uma sociedade por quotas, com sede em Luanda, neste acto representada pelo presidente do Conselho Administrativo, Vicente Francisco Soares, será a empresa investidora, detendo uma percentagem de 42 por cento.

A MineralStar, também com sede em Luanda, foi representada pelo seu presidente do Conselho Administrativo, Valter Luís Ferreira Beia, detém 25 por cento de capital, e a Endiama fica com 33 por cento.

Expectativas

Falando no acto da assinatura do contrato, em Luanda, o presidente do Conselho de Administração da Endiama, António Carlos Sumbula, afirmou que este contrato reflecte a actividade da Endiama em associar-se aos investidores privados, sejam nacionais ou estrangeiros, para poder proceder à campanha de prospecção.

Vale recordar que a Endiama tem como objectivo estratégico contribuir para o desenvolvimento do sector diamantífero, de forma a incrementar a diversificação da economia nacional.

A futura empresa, sita em Cangandala, província de Malanje e em Mussende, província do Kwanza-Sul, vai oferecer trabalho a cerca de 70 pessoas, principalmente das duas localidades.

Leia mais sobre outras notícias da actualidade na edição impressa do Jornal de Economia & Finanças desta semana, já em circulação