Os receios de que o endividamento do Governo pode superar a fasquia dos 70 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) e colocar o país numa situação crítica aos olhos dos mercados internacionais manifestados por economistas angolanos perdem peso ante a mais recente visão dos “opinion makers” da Unidade de Estudos do BPI.
De acordo com o que escreve certa imprensa, a emissão a 30 anos se trata de um passo histórico para o alargamento da curva de maturidade angolana, surpreendendo pela positiva, já que a expectativa central era de que fosse apenas emitida dívida a 10 anos”.
A procura por esta emissão, que a agência de informação financeira Bloomberg considerou ser “a mais sumarenta da África sub-sahariana”, foi o triplo da oferta, o que, para o BPI, indica “o sucesso do “roadshow” (apresentação) levado a cabo pelas autoridades angolanas” e demonstra que “a narrativa apresentada aos investidores foi considerada credível, também auxiliada pela subida recente do Brent e anúncio de cooperação com o FMI”.
Por seu turno, o economista-chefe da consultora Eaglestone considera que este é o momento adequado para Angola estancar a subida da Dívida Pública dos últimos anos.