Até ao ano passado, estava prevista a produção de mil milhões de ovos, para cobrir 90 por cento das necessidades do mercado nacional e diminuir, de forma muito significativa, as importações.Ao que se sabe, talvez só a metade do consumo ainda é de oferta local, mas as importações do produto já estão agravadas como forma de incentivo à produção interna.
A medida é ainda apoiada, por nesta altura o país registar sérias restrições na aquisição de cambiais, resultado da baixa do preço do petróleo no mercado internacional em largos períodos, apesar de, por agora, o quadro ser diferente.
Os esforços implementados pelo Executivo angolano, com vista a combater a especulação de preços por todo o território nacional, parece surtir o efeito desejado. Aproximando-se a quadra festiva, já começa a soar o alarme, pois, há largos dias que as prateleiras dos supermercados tinham menos ovos que o habitual. Esta semana, o cenário já foi bem diferente e parece voltar à acalmia entre os consumidores. Quer para os empresários como para os consumidores, as perspectivas de produção de ovos são animadoras e em vista está o crescimento notável do volume de produção registado nos últimos anos de implementação do programa “Angola Investe”.
Durante a visita aos tradicionais cinco supermercados de levantamento de preços, o “Hora das Compras” verificou que a regularidade da tendência de descida dos preços, comportamento observado também há já algum tempo, é que boa parte dos consumidores preferem fazer compras numa fase em que há produtos promocionais.
Nota-se que a esta altura do mês os supermecados têm muitos produtos em promoção, ora com baixa de preço, ora no “paga um, leva dois”.