As empresas que actuam no sector petrolífero e bancário foram incentivadas a aderir ao sistema de compliance nas suas organizações para se evitar riscos.
A informação foi prestada ontem, em Luanda, pelo representante da consultora PWC, Patrique Fernandes, numa conferência organizada pela instituição em colaboração com a Associação das Empresas Contratadas da Indústria Petrolífera Angolana(AECIPA).
Patrique Fernandes disse que o preço de consultoria de um compliance no mercado é muito caro e o valor foi pago por uma empresa angolana, que confrontada com deficiências do código de conduta e procedimentos de compliance solicitou a consultoria da PWC.
Por exemplo, uma consultoria de compliance numa pequena empresa petrolífera poderá custar no mínimo 100 mil dólares.
“Estamos a falar de uma empresa pequena de 15 a 20 trabalhadores, que actua no sector petrolífero. Se tivesse no sector bancário, por exemplo, poderia pagar mais ainda, e numa empresa pequena, o valor poderia ser pouco menos de 100 mil dólares”, especificou.
De acordo com o responsável, não existe uma métrica que possa dizer taxativamente o valor a pagar para uma consultoria de compliance. É necessário primeiro a empresa fazer a avaliação do risco, ver quais são as implicações e as consequências, pois vai sempre depender do risco específico que a empresa corre e dos mercados em que opera.
“Ter compliance custa dinheiro, mas se não fizer nada, muito cedo vai pagar o preço por não ter investido e poderá custar muito mais caro”, alertou.
O presidente da AECIPA, Bráulio de Brito, afirmou que o objectivo deste evento é criar um momento de alerta, porque nos dias de hoje, o compliance é um tema que tem tido bastante enfoque nas organizações.
“Achamos que o momento é bastante oportuno para de alguma forma pedagógica alertar os gestores da importância deste tópico”, disse.
Salientou ainda que no sector público há uma preocupação que alerta a existência de um sistema de controlo até de coerção para aqueles que não exercem as boas práticas de compliance e ética.
“No sector privado, notamos a nível da indústria petrolífera, que o índice de cumprimento é de 100 por cento, porque de uma forma geral grande parte das empresas que operam neste segmento são internacionais e imputadas em bolsas e, obviamente, é um requisito indispensável.
Informou que a nível das empresas angolanas no sector petrolífero tem cumprido, pois, começa haver uma preocupação no tema. “Para terem sucesso, precisam de cumprir e exercer as boas práticas de gestão e comportamentais, disse.
O tema “Compliance: custo ou oportunidade” foi disssertado numa mesa redonda pelo Ministério das Finanças, BNA, BODIVA e por alguns bancos comerciais que operam no mercado.