Nos seus 12 meses a frente do Estado Angolano, o Presidente João Lourenço tem tido um desempenho aceite por quase todas as visões como positiva.
Ao herdar um país com o seu capital de confiança política desgastado e uma economia em fortes dificuldades, devido a queda do preço do petróleo (sua principal matéria-prima exportável) nos mercados internacionais, ao Presidente João Lourenço dava-se pouca margem para erros.
Claudeth da Conceição , funcionária pública, é de opinião que o Presidente deve continuar a tomar medidas concretas para recuperar a economia e a confiança, porque as pessoas querem acções e resultados, pois estamos bem lembrados das promessas feitas.
“Foram feitas promessas por exemplo de combate à corrupção e ao branqueamento de capitais. Foi feita promessa de melhoria da vida dos angolanos. Hoje, as expectativas da sociedade são os resultados das promessas eleitorais. É claro que todo mundo tem consciência de que as acções não têm resultados imediatos”,disse.
Por seu lado Vladimir da Silva, técnico de informática, disse que o actual presidente começou muito bem. Por isso, espera que nos próximos anos comece-se a atacar os verdadeiros problemas que os angolanos enfrentam, como a criação de mais postos de trabalho, para diminuir o desemprego e a criação de um bom ambiente de negócios.
Já Dionísio Domingos, também técnico de informática, acha ser um ano muito positivo, principalmente, na abertura que está a ocorrer ao nível da comunicação social. Segundo ele, é, provavelmente, mais relevante desde o início do mandato do Presidente João Lourenço o sinal de nova postura que existe na comunicação social.
“Estamos no caminho certo. Já se pode falar a vontade o que se pensa. Estamos a ver uma luz verde de liberdade de expressão”, afirmou.
O cidadão Pedro Tchivinda, artista plástico, considera positivo o primeiro ano de governação, pois vê também um novo país a emergir a cada nascer do sol, seja para os governantes, seja para as pessoas comuns.
“Até a oposição política colocou-se de lado e está comungar com os ideiais e o que o presidente faz”, disse.
Por sua vez, Telmo Francisco, Ourives de profissão, diz que este primeiro ano foi bastante positivo.
“Esperamos que continue no mesmo caminho e que posteriormente implemente o que prometeu, que é dar emprego a juventude”, argumenta.
Para Valter Falso, técnico do ramo petrolífero, acredita que ao longo do início do mandato João Lourenço ganhou confiança de sectores importantes da sociedade e que, por isso, há uma certa euforia na população angolana, relativamente às expectativas daquilo que pode ser o futuro do país.
“Acredito que esteja a cumprir com as promessas feitas durante a sua tomada de posse, despoletando um conjunto de acções que até hoje têm correspondido com as expectativas”, afirmou.
Já Maria Filomena, técnica de operações, disse ser muito prematuro falar dos efeitos, porque acredita que o actual presidente está criar as bases, e espera-se é que ao longo dos próximos anos cumpra as promessas, que nesse um ano deu muito boas esperanças aos angolanos.
Outro citadino de Luanda também ele satisfeito com a governação de 365 dias do Presidente João Lourenço é Octávio Queta.
O engenheiro informático disse que decorrido o primeiro ano de governação do Presidente João Lourenço, urge a necessidade de fazer-se uma análise daquilo que foi o seu exercício ao longo deste período. Para ele, muitos são os discursos sobre o seu desempenho a nível nacional e internacional.
“Cá para nós, numa análise realística daquilo que foi constatado, podemos apontar aspectos negativos e aspectos positivos no que tange a vertente económica e social, elementos cuja aplicabilidade incidem de forma directa na vida do povo Angolano”, disse.
O mesmo adianta que pode-se considerar, aspecto negativo, o facto de ao longo deste primeiro ano não se ter registado a liquidação da dívida publica, conforme se refere no OGE 2018, cuja percentagem surge numa ordem superior a 30 por cento. Quer que seja perdoada 50 por cento da divida que as empresas privadastêm junto da AGT, no sentido de poderem relançar a sua actividade.