A Exxon Mobil é uma empresa multinacional de petróleo e gás dos Estados Unidos, com sede em Irving, Condado de Dallas no estado do Texas. Com profissionais em 130 países, oferece um alto nível de segurança e cumpre com os standards ambientais, além de valores éticos fortes; uma cultura inovadora e capacidade de desenvolvimento da sua carreira.
Na sua apresentação ao público, em merchandising, lê-se “Seja parte da equipa nesta missão, que é partilhada por mais de 100,000 funcionários.
O JE foi à rua ouvir a opinião de vários citadinos em relação ao recrutamento que a Exxon Mobil está a fazer aos estagiários sem experiência profissional.
A este caso, o auditor Carlos Neto disse-nos que a iniciativa é bem vinda, porque nunca tinha visto ou ouvido de uma empresa como esta de grande nível a fazer recrutamento em estagiários sem experiência profissional. “Vejamos uma coisa, nós nas faculdades aprendemos muita teoria que não colocamos em prática nas empresas em que trabalhamos ou vamos trabalhar. Então a Exxon veio em boa hora, isto para colmatar o grande défice que temos a nível do país. E desafio a que outras empresas façam o mesmo para beneficiar muitos jovens que estão sem emprego”, disse.
Pedro Dala, mecânico profissional, assegurou que é um bom princípio, porque nunca encontrou empresas a fazerem recrutamento a estagiários sem qualquer experiência profissional, e pediu que não ficasse só no papel este recrutamento.
A funcionária pública Odeth Magalhães disse ser louvável porque todos nós precisamos de iniciativas como a desta empresa que está a fazer um bom trabalho para dar emprego a muitos jovens.
O funcionário púbico Pedro Cardoso disse que a Exxon está com uma boa política de trabalho porque, “temos muitos jovens que estão bem formados em diversas áreas do saber e não conseguem um emprego de estagiário numa empresa ou mesmo ministérios por falta de experiência profissional”. Segundo diz, com esta iniciativa da Exxon, haverá mais esperança para os futuros estagiários formados em Angola.
Por sua vez, o empresário Diogo Augusto é de opinião que muitas outras empresas devem fazer como esta ao recrutar indivíduos sem experiência profissional. “Há muita gente à procura de emprego em diversos ramos de actividade, como a agricultura, pescas e tantos outros, as quais poderiam recrutar sem experiência profissional e dar emprego a esta gente que precisa”, comenta.
Já o assistente de aprovisionamento Nsimba Dieyi encara a situação como boa, porque, dificilmente, se encontram empresas a fazer recrutamento sem exigência de experiência. “Com esta iniciativa, ela dará emprego a muitos jovens. Acho que as empresas do mesmo ramo ou doutros deviam fazer o mesmo, sejam elas públicas ou até mesmo Ministérios para que haja mais oportunidade de emprego no país”, conclui.

Carlos Neto Auditor-O desafio é que as outras empresas façam o mesmo para beneficiar muitos jovens que estão sem emprego e terminaram já a sua formação

Pedro Dala Mecânico Profissional-é um bom princípio, porque nunca encontramos empresas a fazer recrutamento de estagiários sem qualquer experiência profissional

Odeth Magalhães Funcionária Pública-é louvável porque todos nós precisamos de iniciativas como desta empresa, que está a fazer um bom trabalho para dar emprego aos jovens

Pedro Cardoso Funcionário Público-temos muitos jovens  bem formados em diversas áreas do saber e não conseguem um emprego de estagiário numa empresa ou ministério, o que é mau

Diogo Augusto Empresário-há muita gente à procura de emprego nos diversos ramos como na agricultura, pescas e tantos outros, os quais podem recrutar sem exigir quaisquer experiências

Nsimba Dieyi Assistente de Aprovisionamento-Nsimba Dieyi Assistente de Aprovisionamento


A absorção dos jovens no mercado de emprego é desafio enorme

Faz pouco mais de um ano, que no seu espaço de opinião, o Jornal de Angola publicou um artigo sobre o acesso dos jovens ao mercado de trabalho.
Foi ponto assente na opinião do carteiro do diário (leitor que envia cartas sobre dado assunto)  ser um dos grandes problemas que muitos  países enfrentam é proporcionar a  jovens que terminam cursos médios e superiores a possibilidade  de serem absorvidos pelo mercado de  trabalho.
Os jovens esperam, naturalmente, que depois de andarem  alguns anos numa escola média ou superior, as empresas lhes venham abrir as portas para iniciarem um percurso profissional.  Mas nem sempre o desejo desses jovens é concretizado, por várias razões, entre as quais avulta o facto de em muitos casos o que os estudantes aprendem nas escolas não ir ao encontro do que as empresas pretendem.
O fenómeno tem sido analisado em Angola por docentes do ensino superior, que têm defendido uma maior interacção entre as escolas médias, de ensino superior e as empresas, para que as primeiras  possam aperceber-se da real estrutura, dinâmica e necessidades  do mercado de trabalho, com vista a poderem ajustar os seus programas curriculares  àquilo que as unidades produtivas desejam. Conhecendo bem o mercado de trabalho, as escolas podem conceber programas curriculares para  dotar os estudantes de competências que lhes permitam conseguir mais facilmente um emprego.
 Na verdade, não serão as empresas a adaptar-se  ao que as escolas ensinam. Deverão  ser as escolas a  ensinar o que é realmente necessário para que os candidatos a empregos possam ser absorvidos pelo mercado de trabalho.
Em Angola, há ainda outro problema, que tem a ver com  o facto de não se ter muitas empresas nesse vasto território nacional . Há universidades e institutos médios  em várias regiões do país, mas,  a actividade empresarial não é ainda suficiente para permitir que os jovens possam, depois de acabarem os seus cursos, conseguirem o primeiro emprego. Espera-se que, com a diversificação da economia, venha a aumentar a médio prazo o número de empresas em todo o país, o que ajudaria  muito na criação de empregos.
Já se sabe que o Estado não pode continuar a ser o principal empregador, até porque os recursos  públicos são escassos. É necessário, pois, que se continue a levar a cabo uma política de incentivos destinados, essencialmente,  à criação de micros, pequenas e médias empresas privadas.