A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) está disponível para apoiar os criadores de gado do município de Caimbambo, afectados pela morte de bovinos, disse, na passada quarta-feira o coordenador dos programas de emergência daquela agência em Angola, Mateus Tony.
Ao falar aos jornalistas, no final de uma visita de constatação a Caimbambo, o responsável manifestou a disponibilidade da FAO em apoiar os criadores daquela localidade com blocos de sais minerais, de forma a mitigar a mortalidade do gado, provocado pela escassez de pasto e água.
Mateus Tony garantiu que a organização, enquanto parceira do governo angolano, vai ajudar com suplementos alimentares para bovinos.
Segundo o responsável, a FAO tem instalado uma fábrica de ração animal no município da Cahama, província do Cunene, em condições de prestar apoio imediato ao sector pecuário.
Para fazer face à seca e escassez de pasto no interior da província, o Governo Provincial de Benguela delineou um programa de emergência que visa a reabilitação e construção de chimpacas, represas e tanques banheiros, incluindo a aquisição de 800 fardos de capim (feno) para os animais desnutridos.
Orçado em cinco mil milhões de kwanzas, este programa emergencial tem a duração de três meses e prevê de igual forma a aquisição de medicamentos para garantir a sanidade dos bovinos e treinamento de pessoal veterinário.
Na sequência da falta de chuvas, nos últimos dois meses, os criadores de gado, das comunas da Canhamela e Wiyangombe, no município de Caimbambo, deparam-se com dificuldades no pasto para o gado, situação que já provocou a morte de mais de 1.700 cabeças.
Os criadores do município do Chongoroi atravessam situação idêntica e os relatos apontam a morte de mais de mil cabeças de gado bovino.

Mitigar seca

Por outro lado, os criadores de gado no município de Caimbambo (Benguela), foram exortados a abrir chimpacas e represas, para mitigar o problema de escassez de água, que provocou a morte de mais de mil cabeças de gado bovino nos últimos dois meses.
Segundo a directora-geral dos Serviços de Veterinária de Angola, Bernardete Santana, trata-se de “medidas urgentes”, atendendo à situação grave da seca e falta de pasto, que nos últimos dois meses tem provocado uma elevada mortalidade de cabeças de gado bovino.
Em declarações à Angop, a responsável referiu que os criadores de gado deverão ainda recorrer ao município da Ganda, de forma a transportar capim para recuperar o gado fragilizado com a falta de pasto.