O quilograma de farinha de mandioca nos supermercados de Luanda, mas com representação nacional, está a custar um mínimo de 595 e máximo de kz 799.
Apreciada por muitos e nem tanto por outros, que justificam a prisão de ventre como uma consequência directa da ingestão desse quitute, o preço do quilograma da farinha de mandioca nos mercados informais chega a variar entre kz 200 e 250, três vezes menos que nos revendedores formais.Para as donas de casas de refeição, a farinha, que acompanha o caldo, o mufete e também usada na farofa, é indispensável e o seu preço de venda é fundamental, daí que sabem bem dos pontos de (re)venda e dos reais preços.
A par da farinha, também é ainda notória a variação no preço da fuba de milho e a de bombó (outro derivado da mandioca tal e qual a farinha). Há ainda, em alguns operadores, fuba importada.
Na justificação apresentada, os lojistas dizem que os produtores nacionais da fuba de milho e de bombó estão a sobrefacturar, pois as unidades comerciais compram em elevadas quantidades, mas a um preço muito mais alto do que os pequenos compradores.
Por exemplo, o gestor de um dos quatro supermercados (no quadro ao lado), e que preferiu não se identificar, disse ser injusto para os grandes distribuidores comprarem mais caro, quando até são eles que lidam com os impostos e responsabilidade social dos trabalhadores, ao contrário da”má” concorrência que vende às portas dos supermercados e em lojas de proximidade, sem fiscalização, mas ainda assim apresentam preços (in)comparáveis aos da situação real.
Esta semana, a nossa equipa também constatou um certo retorno à normalidade nos preços do cartão de ovo (embalagem de 24 unidades), que já está a ser vendido ao preço de kz 1.200 a 1.350 na maioria dos revendedores informais.
Quanto ao açucar, outro produto de elevada pocura, e consequente, consumo, a situação parece mais estabilizada. A oferta nos informais assim como nos supermercados apresentam certa paridade.