A Feira Internacional de Luanda (Fil) adquiriu o direito legal de realizar feiras empresariais em Portugal, como ponto de partida para expansão e promoção de produtos angolanos no mercado europeu, à luz de um acordo assinado nesta terça-feira, em Luanda, com a Exponor, entidade organizadora de feiras comerciais na cidade do Porto.

De acordo com os signatários, Matos Cardosos - pela Fil, e Paulo Almeida, pela Associação Empresarial de Portugal (AEP), o acordo prevê vantagens mútuas para ambos os países, que doravante estarão legalmente protegidos para qualquer iniciativa que venham a tomar, no que se refere à realização de feiras conjuntas, quer em Angola, quer em Portugal.

“Nos estamos a programar, para este ano em Angola, a realização conjunta da feira internacional de imobiliária, e outras, de forma a darmos inicio à nossa cooperação”, disse Matos Cardoso, acrescentado que se está igualmente a estudar a possibilidade de Portugal vir a colher uma feira internacional sobre o Café, ou um outro produto angolano que se queira relançar no mercado internacional.

Por sua vez, Paulo Almeida considerou o acordo de suma importância para Portugal, por Angola constituir um forte parceiro e cujos níveis de crescimento económico são, cada vez mais, surpreendentes.

O acordo, em que a imprensa foi convidada a presenciar, tem a duração de três anos e permitirá uma revolução no conceito de organização de feiras comerciais, quer em Angola, quer em Portugal.

No âmbito do contrato, cuja primeira parte foi rubricada na cidade do Porto (Portugal), caberá à Exponor a operacionalidade do protocolo que prevê a concepção de novas feiras em Angola, incluindo a organização, a logística, a promoção e a sua divulgação.

Por seu turno, a FIL encarregar-se-á da comercialização das novas feiras no mercado africano, cabendo à Exponor o continente Europeu, embora já conte com uma filial no Brasil, responsável pela organização de eventos em Cabo Verde e Moçambique.

As feiras, a organizar, deverão contar com uma área sempre superior a quatro mil metros quadrados, cabendo a cada uma das instituições partes no mínimo de dois mil metros quadrados, enquanto a execução de planos de promoção e dinamização de acções paralelas serão concertadas entre as duas entidades.