Esta é de resto a visão do contabilista sénior e co-fundador do projecto de educação financeira “Finanças para todos”, Paulo Sapateiro.
Em entrevista ao JE, o gestor disse que consumir por prazer, vício, para agradar sem que tal traga conforto financeiro é um comportamento que carregará, mais cedo ou mais tarde, problemas financeiros de como gerir um salário até ao final de cada mês.
Explicou que a ideia do projecto vai além da poupança, “apresentamos muitas soluções de investimento, como investir, vocacionadas para as famílias, empreendedores, empresários, investidores com mais conhecimento técnico. Vemos o bom investimento como uma forma de melhorar a vida dos angolanos, porque traz retorno sustentado. Investimentos de alto retorno e imediatos, são de alto risco, o que não aconselhamos”.
Sublinhou que o “Finanças para todos” traz como solução para inclusão financeira é a simplicidade da informação, estando em várias plataformas, a formação e as palestras são factores de proximidade às pessoas e às empresas, gerando ganhos ao nível de «networking».
Paulo Sapateiro perspectiva que até 2022 além de Angola e Moçambique pretendem ter representação no Brasil, Portugal, Cabo Verde, Guiné-Bissau. “Para este ano, a meta é promover ciclo de formação e palestras em todo o território nacional com anúncios através das plataformas digitais”.
“Finanças para Todos” é uma comunidade constituída por 2.700 membros de 18 países, maioritariamente de Angola e Moçambique e está inserido em várias plataformas tecnológicas. A visão dos responsáveis do projecto é ser a maior comunidade do género com a missão educar e informar sobre assuntos administrativos e financeiros, para pessoas e empresas.