As receitas fiscais provenientes das actividades petrolíferas em Angola, cifraram-se em 1.1 mil milhões de kwanzas no exercício de 2018, enquanto as receitas da Sonangol ascenderam 2.1 mil milhões de kwanzas.
Segundo o relatório do Banco Angolano de Investimento (BAI), sobre a conjutura económica, que o JE teve acesso, este aumento é justificado, principalmente, pela subida do preço médio das ramas angolanas que aumentou para 70 dólares/barril, apesar da quantidade exportada ter caído cerca de (9,9) para 537 mil barris de petróleo.
O valor arrecadado, segundo o documento, foi ligeiramente inferior ao esperado pelo Governo na revisão da programação macroeconómica para 2018 (2.3 milmilhões de kwanzas).
Assim como nos anos anteriores, o documento assegura que, o imposto sobre o Rendimento do petróleo (IRP) foi o que mais pesou, representando 67 por cento do valor cobrado às operadoras do sector, seguindo-se dos impostos sobre a produção (IPP) e transacção do petróleo (ITP), com pesos de 22 e 11 por cento,respectivamente.
Assim, cerca de 68 por cento das receitas arrecadadas resultaram dos blocos petrolíferos 15 e 17, cujas operações são detidas, maioritariamente, pelas petrolíferas Total e Esso.
As receitas do bloco 15 atingiram 692,7 mil milhões de kwanzas, o que corresponde a um aumento de 81,6 por cento face ao mesmo período
do ano anterior.
Este valor, segundo o relatório, resultou da exportação de 86 milhões de barris. Por outro lado, através do bloco 17, foi possível exportar-se 196 milhões de barris, com as receitas a se situarem nos 1.584,4 mil milhões de kwanzas.

Avanços dos projectos
O grande destaque é dado ao bloco 32, que entrou em actividades em Julho de 2018.E de acordo com os dados disponibilizados pelo Ministério das Finanças, a produção petrolífera do bloco 32 atingiu 32 mil barris/dia, no mês de Setembro, aumentando para 80 mil em Dezembro último.
Este aumento reflecte a implementação da primeira fase do projecto Kaombo.
Contudo, as receitas fiscais obtidas com as exportações a partir deste bloco atingiram 24,5 mil milhões de kwanzas, no acumulado dos quatro
meses de exploração.
Assim, para este ano, espera-se que o início da segunda fase do projecto aumente a produção do bloco para 230 mil barris/dia.
No relatório de Janeiro do ano em curso, a Organização dos Países Exportadores de Pétróleo (OPEP), apontou uma queda de 75 mil barris/dia, face ao que se verificou em Dezembro de 2018.
Considerando que o novo acordo define uma produção máxima de 1,481 mil barris/dia para Angola, o país superou os cortes em 67 mil.
Esta contracção, indica o documento do BAI, poderá indicar que os investimentos no sector petrolífero em Angola encontram-se ainda em
níveis insuficientes.
Contudo, espera-se que o início de vários projectos venham dar um contributo significativo para a actividade petrolífera do país, devido aos potenciais ganhos dos projectos do bloco 32 (Kaombo) e 15/06(Ochigufu e Vandumbu).