Os 404,3 mil milhões de kwanzas que, em 2019, vão ser assegurados pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) ao Governo só representam 10 por cento da necessidade prevista no Orçamento Geral do Estado (OGE). Todavia, as indicações são de que estes valores poderão aumentar, por via de mais parceiros internacionais, uma vez que a monitorização que o Executivo autorizou ser feita às contas pelo FMI está a servir de sinal de confiança a outros organismos como são os casos do Banco Mundial e o Banco Africano de Desenvolvimento, só para citar.
Neste momento, as negociações de financiamento de 1,3 mil milhões de dólares (404,3 mil milhões de kwanzas), em 2019, entre o Governo de Angola e o do Fundo Monetário Internacional (FMI) correm a contento das partes. Ainda este mês, nos dias 20 a 22, a directora-geral do fundo, Christine Lagarde, vem a Luanda onde deverá aprofundar a cooperação e a certeza dos acordos com o Presidente da República e Titular do Poder Executivo, com a equipa económica, Banco Nacional e organismos públicos e privados.
Conforme os marcos do acordo, em três anos (2019-2022) o FMI deverá conceder ao todo 4,5 mil milhões de dólares(1,39 biliões de kwanzas) em prestações de 1,3 mil milhões de dólares (404,3 mil milhões de kwanzas) ao ano.
As necessidades brutas de financiamento do presente orçamento ascendem a kz 4,43 biliões, correspondendo a 12,7 por cento do PIB. Este montante será arrecadado através da captação de financiamento, tanto no mercado interno quanto no externo, pela venda de activos e utilização da poupança fiscal global de 1,2 por cento do PIB, prevista para o próximo ano.
Comparando com o previsto no OGE 2018, verifica-se uma redução de cerca de 16 por cento das necessidades brutas de financiamento.
Esta redução justifica-se, por um lado, pela previsão de criação de uma poupança fiscal global de kz 506 mil milhões, 1,5 por cento do PIB, comparativamente ao défice fiscal programado no OGE 2018, de kz 804,7 mil milhões. Por outro lado, graças a um volume relativamente mais baixo de dívida a vencer em 2019.