O conselho de administração do Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovou, segunda-feira, o acordo para concessão de um crédito a Angola, no valor de 1.4 mil milhões de dólares. O acordo, que tem a duração de 27 meses, vai ajudar as autoridades angolanas a fazer face aos efeitos da crise económica e financeira mundial.

O facto foi anunciado ontem pelo Primeiro-Ministro, António Paulo Kassoma, durante a sessão plenária da Assembleia Nacional, que apreciou e votou, na generalidade, os projectos de lei do Plano Nacional 2010-2011 e o Orçamento Geral do Estado (OGE) 2010.

António Paulo Kassoma disse que logo após a aprovação do acordo, o FMI congratulou-se com as autoridades angolanas devido ao seu compromisso para com o abrangente programa de reformas, que visam corrigir os desequilíbrios macroeconómicos resultantes da crise económica mundial.

O Primeiro-Ministro apontou o prestígio que Angola granjeia no teatro mundial e a justeza como leva a cabo as políticas de desenvolvimento do país, como os principais factores que estiveram na base da aprovação do montante pela instituição financeira internacional.

Paulo Kassoma indicou que o programa de reformas prevê “um sério esforço” de contenção de gastos, e destina recursos suficientes para os sectores sociais e principais projectos de infra-estruturas.

O Primeiro-Ministro lembrou, a propósito, que o crédito aprovado pelo FMI a favor de Angola constitui o maior até agora concedido por esta organização financeira internacional a um país da África subsahariana.

Kassoma disse que o prestígio de Angola junto dos organismos e instituições internacionais continua a elevar-se, apesar de algumas “vozes discordantes” daqueles que “não vêm ou não querem ver o amplo” trabalho de reconstrução e melhoria da qualidade de vida das populações desenvolvido pelo Governo em todo território nacional. “Não há qualquer dúvida de que Angola continuará a mudar para melhor”, assegurou.

Sublinhou que as questões específicas referentes ao Plano Nacional 2010- 2011 e OGE-2010 vão ser remetidas hoje para discussões nas comissões de especialidade da Assembleia Nacional.

O Primeiro-Ministro manifestou a disponibilidade dos membros do Governo para as discussões dos dois instrumentos de governação nas referidas comissões.