Aprevenção do branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo está mais presente no país, segundo garantiu o especialista em Direito Bancário, Elvis Barros.
O responsável avançou que Angola saiu da lista negra e cinzenta, assim como do radar de países cuja prática de branqueamento é frequente.
Elvis Barros explicou que com a introdução da Lei n.º 34/11 de 12 de Dezembro de 2011, Decretos presidenciais e a inclusão da Unidade de Informação Financeira (IUF) há poucas margens de fraudes neste sentido.
O responsável falava em Luanda, à margem da 1ª Conferência Internacional sobre “Fraudes e Delitos Económicos: Prevenção à Investigação”.
Ressaltou ainda enquanto os operadores económicos infomais não forem absorvivos pelo sistema financeiro formal, poderá ser mais um veículo à prática de branqueamento.
“Por isso, a inclusão financeira tem um papel importante em tornar o processo mais inclusivo e abrangente, uma tarefa de todos os intervenientes do sistema”, realçou.
Esclareceu que o desafio da prevenção de branqueamento de capitais e o combate ao terrorismo é um mais complexos casos de prevenção criminal.

Medidas de compliance
Neste contexto, a períta judicial em delitos económicos, Andrea Moreno assegurou que o compliance é a base de desenvolvimento de qualquer organização público ou privada.
Disse que a implementação das boas práticas internacionais, cumprimento normativo, assim como a auto-regulamentação são fundamentais para o melhor funcionamento das organizações locais.
“Sempre houve falta de intersse por parte das autoridades angolanas na realização de eventos desta natureza”, atira a especialista.
Andrea Moreno considera que agora começa a emergir alguma abertura neste sentido, o que mostra que o Presidente da República quer de facto “corrgir o que está mal”.
Considera que Angola deve fazer um trabalho profundo no que toca ao regaste da reputação, “porque não basta dizer vamos fazer, é importante fazer agora”.

Iniciativa
O evento foi é uma inciativa da World Compliance Association.
A Conferência que durou dois dias abordou o “Branqueamento de Capitais e Financiamento do Terrorismo, Esforços Internacionais contra Delitos Económicos, Investigações Corporativas”, entre outros temas.
A conferência contou com a presença de mais de 10 oradores de alto nível internacional e nacional nas áreas de Compliance e com cargos de direcção em diversas instituições públicas e privadas.