Os camiões e carrinhas cheias de caixas de tomate verde e maduros perfilados e a espera de clientes são sinais claros de dias de fartura nos mercados do Katinton, distrito urbano da Maianga e do Km 30, em Viana, ambos em Luanda.
Custa kz 500 com algum abatimento de preço, depois de ligeira conversa de descontos. Quem nada quer falar leva o produto naquele preço por kz 700.
No Katinton como no Km 30 vemos cada vez mais gente, de uma certa classe tida por elitista.
Oas preços recomendam e convidam os vários apetites, afinal um balde de cinco quilogramas de maracujá compra-se por kz 1.500, enquanto o abacaxi de cerca de dois quilos não passa de kz 300.
Apesar disso, a fartura que se vê na quantidade em oferta nestes dois pontos de referência às compras de fim-de-semana, às vezes contrasta com uma visível insensibilidade do vendedor em não aumentar mais umas gramas aos compradores.
O que está em vouga, e ouviu-se por lá, é que quem vai ao Km 30 quer preço baixo, mas também procura comprar barato para revender mais caro.
Seja como for, para consumo ou revenda, os mercados abastecedores de Luanda estão repletos de frutas, legumes e hortaliças.
Compra-se com menos dinheiro, ainda que não como há três ou quatro meses, continua-se a conservar uns trocos.
Isso responde bem a preocupação das lojas oficiais em levarem as suas promoções e baixas de preços para níveis bem próximos dos que são feitos nos mercados a céu aberto. Beringela, repolho, múcua e por que não falar da cana-de-açucar como produtos do campo, que por agora estão com os preços mais convidativos.
Também estão as laranjas e limões à farta.
O que continua a fazer espécie em nossas cabeças é o por que havendo tanta fruta à disposição, e ainda assim, venderem-se nos nossos restaurantes um copo de sumo natural de menos de 500 ml ao preço de kz 1.000 ou 1.500?!
Ao que foi possível constatar, vendedores e compradores estão todos animados. Reconhecem estar um pouco mais cara a vida no seu quotidiano, mas combinam com as acertadas estratégias de valorização da produção nacional, através da qual já se come mais produção nacional ao invés da importada.
A dúvida sobre a qualidade e níveis de conservação, estão esbatidas na exigência e selectividade do cliente.