As escolas de formação de quadros têm desempenhado um papel preponderante no desenvolvimento económico e social das comunidades, principalmente naquelas economias com um estágio de desenvolvimento ainda tradicional. Os cursos que estes centros ministram têm ajudado os governos a resolver inúmeros problemas que afectam a sociedade. É o caso do Instituto de Formação de Finanças Públicas, afecto ao Ministério das Finanças. José Cabalutango, director- -geral do instituto falou ao JE do presente e do futuro desse centro.

Há quanto tempo existe o Instituto de Formação de Finanças Públicas (INFORFIP)?  
O instituto já existe há alguns anos, mas foi aprovado pelo Decreto Presidencial 93 de 4 de Dezembro de 2012, como o instituto de formação de finanças públicas. Portanto, já existia como centro de formação do Ministério das Finanças.

E quais são as suas principais áreas de actuação?  
Tem como principal objectivo a formação de quadros na área da função pública, fundamentalmente nas áreas de recursos humanos, orçamento, contabilidade, gestão financeira e outras áreas que podem servir de apoio à administração. Aliás, nós atendemos também o sector privado que esteja interessado nos nossos serviços e algumas entidades singulares ou individuais. Além da formação que é a nossa área específica, damos também seminários e workshops a entidades públicas e privadas que solicitem os nossos serviços através de um plano de solicitação.

E como funciona o plano de solicitação?
As empresas interessadas num dos nossos cursos dirigem-se às nossas instalações, no centro de formação que funciona nas instalações do Ministério da Industria. E com base no nosso plano de formação os seus colaboradores frequentam os nossos cursos. Os interessados poderão acessar o nosso correio electrónico e lá poderão encontrar informações úteis para ingressarem ao nosso centro.

Quanto ao pessoal docente como estão servidos nesta vertente?
Contamos com um quadro docente do próprio ministério e com a colaboração dos nossos parceiros, que são todas aquelas entidades que directa ou indirectamente concorrem para a realização dos nossos objectivos.

O plano de formação para este ano foi totalmente cumprido?   
Estamos ainda no mês de Outubro e por isso ainda é bastante prematuro fazer um balanço daqueles que foram os nossos planos para este ano visto que o nosso programa de formação começou apenas em Outubro e estende se até Dezembro do corrente. Mas devo dizer-lhe que 60 por cento das nossas acções programadas em 2012 foram cumpridas.

Está em curso o programa de reforma fiscal no país. Qual tem sido o contributo do Inforfip nesse processo?  
A contribuição tem sido a formação de quadros nesse domínio. Portanto, trabalhamos com o Programa Executivo para a Reforma Fiscal (PERT), para algumas acções de formação destinadas a acções da reforma fiscal, mas quando somos solicitados nós actuamos, mas as nossas acções estão viradas para qualquer campo de formação desde que nos solicitem.

Qual tem sido o nível de aprendizagem dos formandos que aqui passam?
A sua inserção tem sido bastante aceitável, pois todos os que passam nesse centro não têm encontrado qualquer dificuldade para se inserirem nas suas actividades laborais.

Para quando pensam expandir os vossos serviços para fora de Luanda?  
Na segunda quinzena desse mês, vamos ao Kwanza-Norte, mais precisamente na cidade de Ndalatando, seguimos depois para o Uíje e Malanje para realizar algumas acções de formação. Portanto, temos elaborado um vasto plano de formação regional e com base nesse plano acredito que até ao segundo trimestre do próximo ano vamos abranger todas as províncias do país.

Quais são as principais dificuldades que o centro tem enfrentado?  
Até ao momento, não encontramos nenhuma dificuldade, pois gozamos de uma certa autonomia financeira e administrativa, e com base nesses recursos realizamos as nossas acções de formação.

Os vossos cursos têm apenas a duração de um a três meses, para quando pensam alargar o período, falo concretamente duma formação básica, média e superior?  
Isso deve ser legislado, e, por outro lado, tem a ver com o próprio mercado. Portanto, assim que o mercado precisar, vamos remeter o assunto às instâncias superiores que são o Ministério das Finanças para a reformulação do diploma e daí passarmos a dar uma formação de nível mais avançado. A programação já está feita, vai ser apresentada ao conselho de direcção do Ministério das Finanças para posterior aprovação.

Qual é a avaliação que faz das escolas de formação no nosso país?
No ponto de vista de formação, ainda temos que trabalhar muito, temos que conciliar ideias e actos de formação para podermos atingir os mesmos objectivos. E nós que estamos virados à formação financeira, como à contabilidade, património e orçamento, temos que estar em sintonia com as outras escolas de formação para que possa haver unificação de ideias e de planos de formação.