O Fundo de Garantia de Crédito (FGC) tem estrutura financeira para reembolsar até 70 por cento dos financiamentos por si apoiados em caso de incumprimento. A garantia foi dada pelo seu administrador, Manuel dos Passos, em Benguela, no âmbito de um debate sobre o Programa Angola Invest.

De acordo com o administrador do FGC, o custo previsto relativo ao risco de financiamento é de dois por centos. “O fundo já está operacional e teve uma capitalização inicial de 200 milhões de dólares” afirmou Manuel dos Passos, acrescentando que a prioridade, em termos de atendimento, recai para os projectos de empresas do sector produtivo nacional.

Entretanto, Manuel dos Passos sublinhou que os empresários não têm contacto directo com o FGC, sendo que o pedido de cobertura do risco de financiamento junto desta instituição é feito pelos bancos comerciais.

Ou seja, o empresário recorre ao banco a solicitar financiamento e este, por sua vez, solicita os préstimos do fundo caso haja necessidade para tal. Portanto, segundo a fonte, quem decide a concessão ou não do crédito é o banco, e não o FGC, que aparece apenas para dar maior cobertura dos riscos inerentes ao projecto, beneficiando desta forma o empresário que de outra forma teria de apresentar mais garantias reais para obter financiamento.

Importa referir que os dois por centos cobrados pelo fundo são pagos pelo cliente mediante inclusão deste valor nas prestações mensais relativo ao reembolso do financiamento.

Conheça o FGC
O fundo de garantia de crédito é uma instituição que funciona com recursos públicos no sentido de facilitar o acesso ao crédito bancário. A instituição tem o papel de assumir o compromisso de pagar a dívida do cliente bancário caso entre em situação de incumprimento, ou seja, caso não consiga pagar o crédito.

Quando o fundo paga ao banco a dívida do cliente, esta passa a pertencer-lhe podendo recuperar a dívida junto do cliente. Para as empresas e para os bancos, esse tipo de fundo oferece várias vantagens, tais como facilidade no acesso ao crédito devido ao menor risco incorrido pelos bancos e redução da necessidade de apresentar outro tipo de garantias reais ou pessoais.

Recorde-se que o fundo de garantia de crédito cobre apenas 70 por cento do valor do empréstimo. Os restantes 30 por cento são cobertos pelo cliente sob a forma de garantias pessoais ou consignação de receitas. Pelo benefício da garantia, a empresa ou beneficiário paga uma comissão de dois por cento ao ano sobre a dívida garantida. Esta iniciativa estatal tem merecido aceitação plena junto do mercado.