O Governo está a acautelar medidas alternativas para atenuar os seus efeitos da crise económica internacional sobre Angola, reafirmou quinta-feira, em Luanda, o primeiro-ministro, António Paulo kassoma.

António Paulo Kassoma disse que estão a ser preparados um conjunto de medidas, com o fim de melhor gerir os recursos disponíveis, dada a redução de receitas previstas, face às metas contidas no Plano Nacional e os objectivos do Governo para 2009.

O governante discursava na reunião do Conselho Nacional de Concertação Social convocada para abordar a actual crise financeira e económica internacional e as medidas a adoptar para reduzir os seus efeitos na economia nacional.

Apontou como acções prioritárias, em função dos recursos a serem disponibilizados, a garantia do funcionamento normal das instituições, a estabilidade macroeconómica e a redução do grau de abrandamento da taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).

O aumento da produção alimentar, a melhoria das condições de saúde da população, com destaque para o combate as grandes endemias, a implementação dos programas de saneamento básico, bem como de desenvolvimento integrado das comunidades rurais, são outras das prioridades.

Declarou que estas acções prioritárias visam, também, promover as actividades económicas produtivas, geradoras de empregos e rendimentos, apoiar a substituição competitiva das importações e do fomento das exportações.

O Governo considera necessário intensificar os estudos e trabalhos preparatórios do lançamento dos investimentos industriais mais significativos, como o projecto LNG, a nova refinaria do Lobito, outra siderurgia, a indústria dos materiais de construção, os projectos das zonas económicas especiais e agrícolas, com a participação do sector privado.

Cita o Presidente da República, na última reunião do Conselho da República, quando afirmava que "a crise veio revelar mais uma vez que a grande dependência da nossa economia do petróleo e dos diamantes não é conveniente e que é necessário acelerar a diversificação económica, realizando e promovendo investimentos noutros domínios da produção".

Por esta razão, de acordo com o primeiro-ministro, os recursos deverão ser geridos “com maior rigor, disciplina e parcimónia, priorizando o pagamento das despesas que não podem ser adiadas e mantendo a estabilidade macroeconómica, o funcionamento normal da administração pública e o financiamento dos programas executivos priorizados”.

Temos, pois, que nos organizar e planificar melhor as nossas acções para que possamos estar a altura de enfrentar a crise, com a melhor eficácia possível, optando de maneira mais incisiva na racionalização das despesas e na diversificação da produção nacional, rumo ao desenvolvimento sustentável.

Falou do quadro económico actual, sublinhando que "depois de alguns anos de crescimento económico intenso entre 2002 e 2006, esperar-se para 2009 um certo abrandamento devido a crise financeira, petrolífera e alimentar internacional, que influência negativamente, as expectativas de crescimento económico mundial e, em particular, das economias com as quais Angola mais se relaciona".