Um total de 1922 empresas estavam controladas, até final de Outubro, pela Administração Geral Tributária (AGT) no quadro das que têm autorização para cobrar com o Imposto sobre o Valor Acrescemtado (IVA). De acordo com um gestor da AGT, que falava a um programa de Rádio, estes são os operadores económicos autorizados por Lei a implementar o acrescímo do imposto nos preços dos bens e serviços que comercializam. Embora estejam identificados uma média de quatro mil contribuintes activos apenas aquele número (1922), dos quais constam já os 400 Grandes Contribuintes, devem aplicar o novo imposto. O responsável da AGT disse que vão continuar em colaboração com as equipas de inspecção do Ministério do Comércio e Serviços de Investigação Criminal (SIC) a prosseguirem com as visitas aos estabelecimentos comerciais e outras unidades económicas. O objectivo é fiscalizar-se a correcta aplicação das novas medidas dos impostos e travar a onda de especulação que tomou de assalto o mercado desde a entrada do IVA em Outubro.

Corrente de pressão
De acordo com o economista e líder associativista, José Severino, está neste momento em marcha um plano concertado entre os agentes económicos, que visa demover o Governo a recuar na taxa de IVA, estimada em 14 por cento, pois em seu entender a actual taxa é desproporcional a condição económica das famílias e das empresas em si. Segundo disse José Severino, é importante haver flexibilidade da parte da AGT, enquanto braço do Estado, na elaboração e condução da política fiscal. “A realidade com a entrada do IVA é que os preços subiram”, disse.